MAIA, Antônio Luís

Antônio Luís Maia nasceu em Porto Nacional (TO), então no estado de Goiás, no dia 18 de dezembro de 1926, filho de Joaquim Maia Leite e Ana de Macedo Maia.

Realizou seus primeiros estudos em sua cidade natal. Posteriormente, transferiu-se para Belo Horizonte, onde cursou filosofia. Depois foi para Roma, Itália, onde se cursou teologia. Ordenado sacerdote em 1952, e retornou ao Brasil, onde foi nomeado diretor do Seminário São José, de Porto Nacional. Também foi professor no colégio Sagrado Coração de Jesus e no colégio estadual da cidade, cargo que exerceu por 13 anos, entre 1958 e 1971.

Transferindo-se para Goiânia, foi diretor de ensino primário do estado entre 1971 e 1972, no governo Leonino Caiado, e pertenceu à diretoria do Departamento de Assistência Estudantil da Secretaria de Educação do Estado, entre 1972 e 1973. Foi, ainda, membro do Conselho Estadual de Educação por três mandatos de quatro anos. Professor adjunto IV da Universidade Federal de Goiás (UFG), foi chefe de departamento do Instituto de Ciências Humanas e Letras, pró-reitor de graduação e chefe de gabinete da reitoria da UFG.

Com a criação do estado de Tocantins pela Constituição de 1988 através do desmembramento do estado de Goiás, foram convocadas eleições gerais para o novo estado para outubro deste mesmo ano. Os mandatos de deputados estaduais e federais e para o senador menos votado foram de dois anos, e de seis anos para os dois senadores mais votados. Concorrendo ao Senado na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC), foi o senador menos votado, exercendo um mandato-tampão de dois anos. Tomou posse em janeiro de 1989, e foi membro das comissões de Educação, de Constituição, Justiça e Cidadania, de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Foi suplente de Secretário da mesa diretora.

Em 1990, participou da fundação da Academia Tocantinense de Letras. O intuito de sua criação foi reunir os poucos intelectuais então existentes no novo Estado do Tocantins. Maia ocupava a cadeira de número 6.

Concluiu o mandato de senador, em janeiro de 1991. De volta às suas atividades profissionais na área educacional, ocupou o cargo de presidente da Comissão Diretora da Universidade do Tocantins (Unitins) e foi reitor dessa mesma universidade. Após se aposentar em 1992, fixou residência em Goiânia, onde se dedicou ao ofício de escritor.

Publicou os livros Ação parlamentar; A ferrovia Norte-Sul; Hidrovias do Araguaia e também do Tocantins; Autonomia universitária; Desenvolvimento do cerrado; Reminiscências familiares; Reminiscências eclesiásticas e sacerdotais; Reminiscências eventuais e reflexivas; Reminiscências ocasionais; Reminiscências sociais portuenses; Reminiscência universitárias: culturais, docentes e acadêmicas; Reminiscências universitárias institucionais – UNITINS e Reminiscências teológicas e catequéticas.

Faleceu em Goiânia, no dia 22 de junho de 2009.

Tendo deixado o hábito, casou-se com a professora Celni Aires de Abreu Maia, com quem teve três filhos.