MAIA, Emílio
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Emílio Eliseu de Maia nasceu em Atalaia (AL) no dia 25 de junho de 1906, filho de Alfredo de Maia, senhor do engenho Patrocínio (AL) e deputado federal entre 1914 e 1918, e Regina Clarc Acióli de Maia.
Estudou no Colégio Higino Belo em Maceió, onde fundou o jornal O Independente. Jornalista e poeta, graduou-se pela Faculdade de Direito de Recife em 1929. Partidário da Revolução de 1930 e simpatizante da doutrina social da Igreja Católica, defendia os interesses dos usineiros nordestinos e a fabricação no Brasil do álcool automotor.
Iniciou sua carreira política elegendo-se deputado federal por Alagoas, em outubro de 1934. Exerceu o mandato de maio de 1935 a 10 de novembro de 1937, quando todas as câmaras legislativas do país foram fechadas com a instauração do Estado Novo.
Fundador e presidente da Liga Eleitoral Católica em Alagoas e membro da Associação Alagoana de Imprensa, foi também um dos fundadores do Círculo Operário Católico de Maceió.
Faleceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 13 de março de 1939.
Casou-se com Nazira Cabral, com quem teve dois filhos.
Publicou O Brasil e o drama do petróleo (1938) e um volume de discursos parlamentares. Escreveu também artigos no jornal católico O Semeador.
Sobre ele foi publicado “Emílio de Maia, um pioneiro”, em Cadernos Alagoanos (1964) e Pétalas esparsas - poemas de Emílio de Maia (1999).