MARIANO, Maurici
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Maurici Mariano nasceu em Santos (SP), no dia 25 de setembro de 1940, filho de Floriberto da Cruz Mariano e de Maria da Penha e Silva Mariano.
Bacharel em direito pela Faculdade Católica de Santos, em 1963, advogado e empresário, ocupou a chefia de gabinete do prefeito de Guarujá, em 1964, ano em que se elegeu vereador deste município, pela legenda do Partido Trabalhista Nacional (PTN).
Com a edição do Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e o estabelecimento do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Exerceu o mandato na Câmara de Vereadores até 1969.
Em novembro de 1976 perdeu a eleição para a prefeitura do Guarujá. Dois anos depois, disputou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo, obtendo a terceira suplência. Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucesssor do MDB. No ano seguinte, assumiu a presidência do diretório municipal em Guarujá.
Em novembro de 1982 elegeu-se prefeito do Guarujá. Durante o mandato, que se estendeu até 1986, assumiu a tesouraria da Associação Paulista de Municípios (APM), cargo que deixou em 1988, ao ser indicado para o diretório regional do partido.
Em 1990, filiou-se ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN) - legenda que elegera Fernando Collor de Melo à presidência da República no ano anterior - e em outubro ganhou a eleição para deputado federal. Foi titular da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias.
Vice-líder do bloco que dava sustentação política ao governo, integrado também pelo Partido da Frente Liberal (PFL), o Partido Social Cristão (PSC), o Partido da Mobilização Nacional (PMN) e o Partido Social Trabalhista (PST), na sessão que a Câmara dos Deputados realizou em 29 de setembro de 1992 votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal. Seu substituto foi o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.
Na legislatura de 1991 a 1995, Mariano votou a favor da extinção do voto obrigatório; pela criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte complementar de recursos destinados à saúde; e pelo Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo gastar até 20% dos recursos vinculados às áreas de saúde e de educação.
De volta ao PMDB, concorreu à reeleição em outubro de 1994, sem sucesso. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro do ano seguinte.
Reconquistou a prefeitura do Guarujá em outubro de 1996, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), e assumiu o mandato em janeiro do ano seguinte. Em virtude da auditoria que determinou fosse feita nas contas de seu antecessor, mandou sustar cheques no valor total de 780 mil reais. O dinheiro, segundo Mariano, destinava-se ao pagamento de empreiteiras, em vez de servir para o pagamento dos salários atrasados do funcionalismo público municipal.
Faleceu na capital paulista no dia 19 de julho de 2007.
Casado com Maria Regina Leal Mariano, teve quatro filhas.