MAROJA, Estélio
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Estélio de Mendonça Maroja nasceu em Bragança (PA) no dia 12 de dezembro de 1913, filho do desembargador Manuel Maroja Neto e de Inês de Mendonça Maroja. Seu pai foi presidente do Tribunal de Justiça do Pará e interventor no estado de 1945 a 1946.
Estudou no Colégio Pais de Carvalho, em Belém, bacharelando-se pela Faculdade de Direito do Pará em janeiro de 1934. Em 1936 tornou-se professor de português e de direito marítimo da Escola de Marinha Mercante, passando a atuar em 1941 como juiz do Conselho Regional do Trabalho do Pará, função que exerceu até 1943.
Em 1950 ingressou na vida política apoiando o general Alexandre Zacarias de Assunção, candidato afinal vitorioso ao governo do estado na legenda da Coligação Democrática Paraense, formada pela União Democrática Nacional (UDN), o Partido Libertador (PL), o Partido Social Trabalhista (PST) e o Partido Social Progressista (PSP). Nomeado em 1951 diretor-geral do Departamento de Finanças do estado, tornou-se no ano seguinte secretário de Economia e Finanças do Pará, exercendo essa função até 1953.
Representante de seu estado na Comisão de Planejamento da Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPVEA) de 1953 a 1955, elegeu-se no pleito de outubro de 1954 deputado estadual na legenda do PSP. Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, licenciou-se em 1958 para assumir a Secretaria de Finanças do Pará durante o governo de Joaquim de Magalhães Barata, cargo pelo qual respondeu até 1959.
No pleito de outubro de 1962 elegeu-se deputado federal, mais uma vez na legenda da Coligação Democrática Paraense, constituída então pelo PSP, o Partido Trabalhista Nacional (PTN), o Partido Rural Trabalhista (PRT), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Movimento Trabalhista Renovador (MTR). Assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte, integrou as comissões de Economia e de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados e a partir de julho de 1964 tornou-se vice-líder do PSP. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965), participou das articulações que levariam à criação da Aliança Renovadora Nacional (Arena). Ao longo da legislatura, elaborou projetos instituindo o Subplano de Desenvolvimento da Ilha de Marajó e a Comissão de Defesa da Castanha do Pará, formulou propostas para a criação de hospitais regionais e para a constituição da Companhia de Produção Mineral da Amazônia, propondo ainda a implantação de rodovias ligando a Amazônia ao Centro-Sul do país.
Em janeiro de 1966 interrompeu o mandato para assumir no mês seguinte a prefeitura de Belém, à frente da qual permaneceu até 1970. Em novembro desse ano reelegeu-se deputado federal na legenda da Arena e, assumindo sua cadeira em fevereiro de 1971, tornou-se membro efetivo das comissões de Economia e de Valorização Econômica da Amazônia e suplente da Comissão de Educação e Cultura. Exerceu o mandato até janeiro de 1975, quando deixou em definitivo a Câmara dos Deputados.
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 22 de maio de 1978.
Foi casado com Maria Ieda de Mendonça Maroja, com quem teve 12 filhos.