MARTELLO, Fausto

Fausto Miguel Martello nasceu em Guarulhos (SP) no dia 29 de setembro de 1952, filho de Fausto Martello e de Vilma Neves Martello.

Formou-se pela Faculdade de Direito em 1976 e assumiu, de 1982 a 1983, o cargo de diretor-financeiro da Paupedra Ltda., de Guarulhos, empresa da qual viria a ser sócio. Em 1982, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sigla pela qual tornou-se vereador em novembro de 1988. Empossado em fevereiro de 1989, exerceu na legislatura 1989-1993 a presidência da Assembleia e da Comissão de Obras e Serviços Públicos, entre outras atividades. Reeleito em outubro de 1992, iniciou novo mandato em fevereiro do ano seguinte. Ainda em 1993, deixou o PMDB e ingressou no Partido Progressista Reformador (PPR), logo tornando-se membro de seu diretório regional.

Em outubro de 1994, elegeu-se deputado federal por São Paulo na legenda do PPR - obteve a maioria dos votos de suas bases eleitorais no município de Guarulhos e na grande São Paulo -, participando como titular, na legislatura iniciada em fevereiro seguinte, da Comissão das Minas e Energia.

Durante as votações mais importantes, ajudou a aprovar as diversas emendas constitucionais enviadas pelo Executivo federal, pronunciando-se a favor da extinção do monopólio estatal nas telecomunicações, na distribuição de gás canalizado e na exploração do petróleo. Também votou a favor da abertura da navegação de cabotagem à concorrência internacional e pelo fim de todas as diferenciações legais entre empresas brasileiras e estrangeiras. E foi favorável à prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos, sem que essas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação.

Em agosto de 1995, com a fusão do PPR com o Partido Progressista (PP), aderiu ao recém-fundado Partido Progressista Brasileiro (PPB). Em junho do ano seguinte, votou contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) - que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) -, imposto de 0,2% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde.

Em janeiro/fevereiro de 1997 faltou à votação da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos e em novembro pronunciou-se a favor da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se à reeleição na legenda do PPB, sem êxito. Em novembro, faltou às votações do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

Nas eleições de 2004 disputou na condição de vice a chapa encabeçada por Paschoal Thomeu à prefeitura de Guarulhos, mas não obteve êxito. Em 2006, pela legenda do Partido Democrático Brasileiro (PDT), foi candidato a deputado estadual, conseguindo uma suplência.

Casou-se com Tânia Macieira Martello, com quem teve três filhas.