MARTINS, Arnaldo
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Arnaldo Lopes Martins nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 11 de novembro de 1934, filho de Durval de Sousa Martins e de Maria Madalena Lopes Martins.
Formado em engenharia pela Academia Militar das Agulhas Negras (1956) e pela Escola de Educação Física do Exército (1957), diplomou-se em economia pela Sociedade Universitária de Ensino Superior e Cultura (1960). Fez ainda o curso da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais e foi instrutor do curso de engenharia do Centro de Preparação dos Oficiais da Reserva, Rio de Janeiro, comandante da Companhia de Engenharia de Construção, em Lajes (RN), instrutor-chefe da Escola de Instrução Especializada, no Rio de Janeiro. Formado em administração de empresas pela Faculdade Morais Júnior, no Rio de Janeiro (1978), lecionou na Faculdade de Economia e Finanças do Rio de Janeiro.
Comandante do Batalhão de Engenharia e Construção (1978-1980), transferiu-se para a reserva no posto de tenente-coronel e foi nomeado pelo governador Jorge Teixeira de Oliveira prefeito do município de Vilhena (1980-1982).
Depois da transformação de Rondônia em estado, elegeu-se para a Assembleia Legislativa em novembro de 1982 na legenda do Partido Democrático Social (PDS). Vice-líder da bancada, autor de projeto de lei que se transformou na primeira lei do estado de Rondônia e do projeto para a construção de miniusinas hidrelétricas no estado, presidiu as comissões de Economia e Finanças, e de Estudos dos Problemas Energéticos de Rondônia, tendo sido titular das comissões de Revisão Final e de Constituição e Justiça.
Em novembro de 1986 concorreu a uma vaga de deputado federal constituinte na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), obtendo a primeira suplência. Descontente com o resultado, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral, pedindo a recontagem de votos. Enquanto aguardava o pronunciamento da justiça, exerceu o mandato na condição de suplente entre 24 de março e 4 de junho de 1987. Favorecido pela decisão do TSE - foram impugnados 501 votos do candidato peemedebista Expedito Júnior, quinto colocado no estado e já em pleno exercício de suas funções legislativas -, Arnaldo Martins acabou assumindo o mandato constituinte em 28 de agosto de 1987.
Membro do diretório nacional do PMDB, titular da Subcomissão de Defesa do Estado, da Sociedade e de sua Segurança, da Comissão da Organização Eleitoral, Partidária e Garantia das Instituições, e suplente da Subcomissão dos Municípios e Regiões, da Comissão da Organização do Estado, votou a favor da pena de morte, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o então presidente José Sarney, do turno ininterrupto de seis horas, do aviso prévio proporcional, da unicidade sindical, da limitação dos juros reais em 12% ao ano, da criação de um fundo de apoio à reforma agrária e da legalização do jogo do bicho. E contra a limitação do direito de propriedade, o voto facultativo aos 16 anos, a nacionalização do subsolo, a desapropriação da propriedade produtiva, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas.
No pleito de outubro de 1990 concorreu à reeleição na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), obtendo a quarta suplência. Deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro do ano seguinte.
Afastado da vida pública, retornou ao Rio de Janeiro, onde exerceu a vice-presidência do Clube Helênico, tendo presidido por duas vezes a Associação Atlética de Vila Isabel.
Faleceu em Porto Velho no dia 3 de janeiro de 1999, quando fazia uma visita a Rondônia a fim de prestigiar o recém-eleito governador José de Abreu Bianco.
Era casado com Telma Regina Nunes de Melo Martins, com quem teve um filho.