MARTINS, Jair

Jair Dormund Martins nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 28 de outubro de 1920, filho de Antônio Dormund Martins e de Jandira Rodopiano Martins.

Jornalista, radialista e funcionário público, apresentou o programa O Índio não tem bandeira, na TV Tupi, do Rio de Janeiro. Com a popularidade adquirida no programa, elegeu-se vereador no Distrito Federal pela legenda da União Democrática Nacional (UDN). Assumindo o mandato em janeiro do ano seguinte, foi autor, em 1960, da lei que desapropriou o parque Laje, no Rio de Janeiro, possibilitando sua incorporação ao patrimônio público. Em outubro de 1962 concorreu, agora pelo Partido Social Democrático (PSD), à Assembleia Legislativa do então estado da Guanabara, mas não conseguiu se eleger.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 de 27 de outubro de 1965, integrou no ano seguinte o grupo que, sob a liderança de Carlos Lacerda, tentou criar o Partido de Renovação Democrática (Parede). Diante do fracasso dessa tentativa e com a instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e em cuja legenda foi eleito deputado estadual na Guanabara no pleito de novembro de 1966, assumindo o mandato em fevereiro de 1967.

No pleito de novembro de 1970 candidatou-se a deputado federal pela Guanabara na legenda do MDB, mas não obteve êxito. Deixando a Assembleia Legislativa carioca em janeiro do ano seguinte, ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados de maio de 1974 a janeiro de 1975.

Foi também secretário-geral do Sindicato dos Radialistas e membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI).

Vítima de câncer, faleceu em Niterói, no dia 13 de junho de 1991.

Divorciado, Jair Martins teve três filhos. Mais tarde, casou-se com Aída Silva Dormund Martins.