MARTINS, Paulo

Paulo Dias Martins nasceu em Fortaleza no dia 15 de agosto de 1886, filho de Antônio Dias Martins e de Maria Teófilo Martins. Seu pai foi político no Império, destacando-se sobretudo por sua participação na campanha abolicionista.

Fez os primeiros estudos em sua cidade natal, transferindo-se depois para Recife. Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Recife em dezembro de 1908.

Funcionário do Ministério da Fazenda, ocupou os cargos de oficial-de-gabinete do ministro Rafael de Abreu Sampaio Vidal (1922-1926), de chefe de gabinete do ministro Francisco Chaves de Oliveira Botelho (1926-1930) e de diretor das Rendas Internas, após a reforma que elaborou no Tesouro Nacional durante a gestão do ministro Osvaldo Aranha (novembro de 1931 a julho de 1934). Em 1934 elegeu-se representante dos funcionários públicos, tornando-se deputado federal classista. Assumiu o mandato em maio de 1935 e passou a defender na Câmara os interesses dos servidores, tendo apresentado projetos de lei de alcance social. Permaneceu na casa até 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo levou à supressão de todos os órgãos legislativos do país.

Aposentou-se no último posto da carreira fazendária como conferente da Alfândega, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, passando a exercer a advocacia.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 8 de dezembro de 1981.

Foi casado com Anita Euler Porto Martins, com quem teve dois filhos.

Além de monografias sobre assuntos fiscais e colaborações em revistas técnicas nacionais e estrangeiras, publicou Caixas econômicas do Brasil, Problemas nacionais, Autópsia de uma calúnia e O selo do papel.