MATOS, Haroldo Correia de
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Haroldo Correia de Matos nasceu em Paulo de Frontin (RJ), no dia 10 de fevereiro de 1923, filho de Bernardino Correia de Matos e de Araci Tofani de Matos.
Estudou no Colégio Militar do Rio de Janeiro (1934-1938) e fez o curso da arma de engenharia na Escola Militar do Realengo (1939-1942), formando-se engenheiro eletricista em 1951 pela Escola Técnica do Exército, atual Instituto Militar de Engenharia (IME). Posteriormente, pós-graduou-se na Leiland Stanford University (Califórnia, Estados Unidos) e obteve o grau de master of science em engenharia elétrica no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em Boston, Estados Unidos. Realizou ainda estudos especiais de engenharia de sistemas e fez estágio de treinamento em manutenção de programação de computadores na Electro Data Division da Burroughs Corporation (Pasadena, Estados Unidos).
Professor na Escola de Engenharia da atual Universidade Federal do Rio de Janeiro de 1956 a 1974, nesse mesmo período lecionou no IME e na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, tendo ocupado os cargos de diretor da Companhia Estadual de Telefones da Guanabara (Cetel), em 1964 e 1965, e da Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), de 1965 a 1967. Integrante do conselho de administração do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), de 1967 a 1972, presidiu a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), de 1969 a 1974, quando a empresa passou por um processo de modernização.
Presidente da Embratel de 1974 a 1979, representou o Brasil em diversos eventos internacionais, com destaque para as reuniões dos países signatários da International Communications Satellite Organization (Intelsat). Em março de 1979 substituiu Euclides Quandt de Oliveira no Ministério das Comunicações do governo do general João Batista Figueiredo (1979-1985).
Durante a sua gestão, em julho de 1980, o governo federal extinguiu a concessão de sete emissoras da Rede Associada (TVs Tupi de São Paulo e do Rio; Itacolomi, de Belo Horizonte; Piratini, de Porto Alegre; Marajoara, de Belém; Rádio Clube, do Recife, e Rádio Ceará, de Fortaleza). Na ocasião, Haroldo de Matos encaminhou documento ao presidente Figueiredo denunciando a crise do grupo Diários Associados e citando o caso da TV Tupi, de São Paulo, que pagara salários atrasados com cheques sem fundo, fato que provocou uma greve dos funcionários.
Como ministro, assinou acordos de cooperação técnica na área de telecomunicações com os governos do Uruguai (1980), França (1981) e Colômbia (1982).
Ao encerrar-se o governo Figueiredo, em 15 de março de 1985, transferiu a pasta para Antônio Carlos Magalhães.
Diretor do setor de processamento de dados da Companhia Auxiliar das Empresas de Mineração (Caemi), do grupo Azevedo Antunes, e vice presidente da Alcatel - Telecomunicações S.A., Haroldo Correia de Matos passou para a reserva do Exército com a patente de coronel. Diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro (1972), publicou diversos trabalhos, entre os quais O problema postal brasileiro (1970) e Telecomunicações no processo desenvolvimentista (1977).
Faleceu no Rio de Janeiro no dia 15 de junho de 1994.
Era casado com Zaira Correia de Matos, com quem teve dois filhos.