ARAÚJO, Edinho

Edson Edinho Coelho Araújo nasceu em Santa Fé do Sul (SP) no dia 30 de julho de 1949, filho de Emídio Antonio Araújo e Gabriela Coelho Araújo.

Formou-se em Direito, pela Faculdade de Direito Laudo de Camargo, e em Licenciatura em Letras, pela Faculdade de Ciências e Letras do Instituto Universitário Moura Lacerda, ambas localizadas Ribeirão Preto (SP) e cursadas no mesmo período (1968-1972). Possui Especialização em Direito Público, pela Faculdade de Direito de São José do Rio Preto (SP) (1976), e em Sociologia e Política, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1987). Realizou também curso de formação para Dirigentes Políticos, ministrado em Caracas, Venezuela (1987), e da Escola de Governo, pela Associação Brasileira de Formação de Governante em São Paulo (SP) (1992).

Foi professor no Ginásio Estadual de Santa Fé do Sul (SP) (1972-1975) e professor assistente na Faculdade de Educação Física da Alta Araraquarense localizada no mesmo município (1974-1975). Além de sua carreira na educação atuou como Procurador do Instituto Nacional de Previdência Social (SP) (1973-1976) e do Fundo de Assistência ao Trabalhador Rural (SP) (1973-1976). Durante a faculdade, destacou-se no movimento estudantil, tendo sido presidente do Diretório Acadêmico Tristão de Athayde, da Faculdade de Ciências e Letras e do Instituto Universitário Moura Lacerda (1969-1970), presidente da União Acadêmica Mahatma Gandhi de Santa Fé do Sul (1969-1971), além de vice-presidente do Diretório Acadêmico Primeiro de Setembro da Faculdade de Direito Laudo Camargo (1970-1971).

Em 1971 filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (ARENA), partido pelo qual viria a ocupar seu primeiro cargo eletivo como prefeito do município de Santa Fé do Sul (1976-1982), aos 26 anos de idade. Durante este mandato, foi também eleito vice-presidente da Associação dos Municípios do Oeste Paulista, tendo ocupado o cargo de 1977 a 1981. Deixou a ARENA em 1980, tendo em seguida se filiado ao Partido do Movimento Democrático Brasileira (PMDB), antigo MDB. Em 1982 concorreu por uma vaga na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), para a qual foi eleito e por mais duas vezes consecutivas, tendo ocupando a cadeira nas legislaturas 1983-1987, 1987-1991 e 1991-1994. Durante sua passagem pela ALESP, foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça e também da Comissão Especial de Inquérito que apurou os incidentes ocorridos em Casa de Detenção do Complexo do Carandiru, em Outubro de 1992. Foi também vice-líder de PMDB naquela Casa entre 1983 e 1988.

Elegeu-se para o Legislativo Federal no pleito de 1994, tendo renovado seu mandato em 1998. Neste período, migrou para o Partido Popular Socialista (PPS), foi presidente da Comissão de Viação e Transportes, além de ter integrado, como titular a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e também a Comissão de Constituição e Justiça e Redação. Na Câmara, atuou ainda como vice-líder do PMDB e também do bloco formado pelo PMDB junto ao Partido Social Democrático (PSD), Partido Nacional Liberal (PSL) e o Partido Social Cristão (PSC).

Foi autor do Projeto de Lei 2695/1997, que foi transformado na norma jurídica 9.504 de 1997 e estabeleceria normas para as eleições, razão pela qual viria a ser conhecido pela alcunha de Lei Geral das Eleições, ou Lei Eleitoral de 1997.

Nas eleições municipais de 2000, foi candidato a prefeito de São José do Rio Preto pelo PPS, tendo disputando o segundo turno contra Manoel Antunes, candidato do Partido da Frente Liberal (PFL). Logrou êxito ao ser eleito com 70.296 votos, correspondentes a equivalente a 37% do total válido na ocasião. Reeleito em 2004, assumiu novo mandato à frente da Prefeitura de São José do Rio Preto em Janeiro seguinte.

Finda sua gestão em 2008, no ano seguinte retornou ao PMDB, no qual assumiu o cargo de secretário adjunto no diretório estadual do partido. Então sem cargo eletivo, foi indicado para presidente da Companhia de Desenvolvimento Agrícola de São Paulo (CODASP), na qual permaneceria até 2010. Neste ano, renunciou à presidência da entidade e concorreu a novo mandato na Câmara dos Deputados. Foi eleito com 100.195 votos.

Em sua terceira passagem pelo Congresso Nacional, voltou a integrar a Comissão de Viação e Transportes. Atuou também em comissões especiais, como a destinada a analisar a PEC 051/2003, referente à alteração de posse para cargo eletivo, na de Reforma Política, da qual foi também 1º Vice-Presidente, de Catástrofes Climáticas, do Sistema Distrital Misto, na qual também atuou como 1º Vice-Presidente, na do PL 3555/04, sobre Normas Gerais Contrato Seguro Privado, e na de Regulamentação da Constituição Federal. Em 2013 foi indicado novamente para assumir a Vice-Liderança do PMDB na Câmara dos Deputados.

Casou-se com Maria Elza, com quem teve três filhos.

Publicou O sonho realizado (1998).