MEGER, Valdomiro
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Valdomiro Meger nasceu em Rio Azul (PR) no dia 8 de fevereiro de 1945, filho de Francisco Meger e de Maria Galemba.
Empresário e agropecuarista, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista, em 1993, mas já no ano seguinte transferiu-se para o Partido Progressista (PP), pelo qual disputou uma vaga na Câmara dos Deputados no pleito de outubro. Conseguiu eleger-se, obtendo a maioria dos votos nos municípios de Maringá e Nova Esperança, no noroeste do estado, e tomou posse em fevereiro de 1995, participando da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. Em agosto, aderiu ao Partido Progressista Brasileiro (PPB) - resultado da fusão do PP com o Partido Progressista Reformador (PPR) - e assumiu a vice-liderança da bancada.
Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em 1995, votou a favor da quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, e navegação de cabotagem; da revisão do conceito de empresa nacional; e da prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) - antigo Fundo Social de Emergência (FSE). Só ficou contra a extinção do monopólio na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais.
Em 1996, assumiu a vice-liderança do bloco parlamentar formado pelo PPB e pelo Partido Liberal (PL) e, na sessão de 24 de julho deste ano, apoiou a instituição da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que sucedeu ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte suplementar de recursos destinados à saúde.
Em fevereiro de 1997, votou a favor da emenda que previa a reeleição de prefeitos, governadores e presidente da República e, em novembro, pelo fim da estabilidade no serviço público em caso de mau desempenho do servidor ou toda vez que os gastos com pessoal ultrapassassem 60% da arrecadação.
Acusado de conluio com o deputado José Borba, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) paranaense, flagrado pelas câmeras de televisão votando em seu lugar, escapou da cassação aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça, em maio de 1998, mas negada em plenário.
Candidato à reeleição no pleito de outubro de 1998, na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), obteve uma suplência. Em novembro, votou a favor do teto de 1.200 reais, para as aposentadorias dos servidores públicos, e idade mínima e tempo de contribuição, para os trabalhadores do setor privado. Ainda integrou a Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara, até deixar a cadeira ao término da legislatura, em janeiro de 1999. Retornou dias depois, ocupando a vaga de Alex Canziani, que assumiu a Secretaria Estadual de Emprego e Relações do Trabalho, no segundo governo de Jaime Lerner (1999-2003). Permaneceu na Câmara dos Deputados até 22 de setembro de 1999, quando o titular reassumiu seu mandato. Em outubro de 2002, filiado ao Partido Liberal (PL), disputou novamente o mandato de deputado federal, obtendo uma suplência. Passou a dedicar-se às atividades empresariais no ramo da construção civil na região de Maringá.
Casado com Ana Maria Almendra Meger, teve três filhos. Um deles, Marco, foi vereador na Câmara Municipal de Maringá e candidato a vice-prefeito na mesma cidade.