MENDES, Carlos
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Sônia Zilberberg, Cristiane Jalles |
Carlos Hassel Mendes da Silva nasceu em Ceres (GO) no dia 10 de março de 1952, filho de Domingos Mendes da Silva e Eudméa Hassel Mendes da Silva.
Iniciou o curso de medicina na Universidade de Brasília (UnB) no Distrito Federal em 1970. Em 1974 tornou-se professor da Escola Técnica de Enfermagem de Ceres; no ano seguinte concluiu o curso de medicina iniciando, em 1976, residência médica em ginecologia e obstetrícia no Hospital de Base de Brasília, concluída em 1977. Freqüentou diversos cursos temáticos e de atualização relacionados à sua formação ao longo deste período.
Naquele mesmo ano, assumiu os cargos de ginecologista-obstetra e diretor clínico do Hospital das Clínicas Centro Goiano de Ceres e de diretor clínico do Hospital Memorial Batista do Centenário de Goiânia. Tornou-se, ainda, presidente da Juventude Universitária Batista do Estado de Goiás. Em 1978 voltou a lecionar na Escola Técnica de Enfermagem de Ceres.
Iniciou sua atividade político-partidária em 1981 ao filiar-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) tornando-se membro do Diretório Regional da agremiação em Goiás. Em novembro de 1982 elegeu-se prefeito de Ceres, na legenda do PMDB. Empossado no início de 1983, encerrou o mandato em dezembro de 1988. Durante esses anos foi presidente da Associação Sampatriciense de Municípios (1984-1985) e da Associação Educativa de Anápolis (1986), à frente da qual permaneceria até 1989. Participante de seminários, conferências e congressos das áreas médica, administrativa e religiosa, nacionais e internacionais, no biênio 1986-1988 exerceu a presidência da Comissão Institucional Municipal de Saúde de Goiás.
Presidente do diretório municipal do PMDB de Ceres em 1989, no ano seguinte deixou de lecionar na Escola Técnica de Enfermagem e tornou-se presidente da Convenção Batista Goiana.
No pleito de outubro de 1990, elegeu-se deputado estadual por Goiás, na legenda do PMDB, empossado em fevereiro de 1991. Afastou-se, ainda, da direção dos hospitais das Clínicas Centro Goiano e Memorial Batista do Centenário, e da presidência do Diretório Municipal do PMDB de Ceres.
Em seus dois primeiros anos de trabalho na Assembleia Legislativa de Goiás (1991-1992), foi quarto-secretário do PMDB; integrou a Comissão de Saúde, Promoção Social e Meio Ambiente, como presidente, e foi membro da Comissão de Educação. Afastou-se da presidência da Convenção Batista Goiana em 1991 e a seguir tomou posse como vice-presidente da Associação Educativa Evangélica de Anápolis (GO), que abandonou para assumir o posto de secretário-geral, em 1993. No biênio 1993-1994, integrou, como presidente, a Comissão de Organização dos Municípios, e, como membro, a Comissão de Indústria e Comércio, sempre pela sigla do PMDB.
Em outubro de 1994 concorreu a uma cadeira de deputado federal, por Goiás, na Câmara dos Deputados, na legenda do PMDB. Eleito segundo suplente de deputado federal, exerceu o mandato de 20 a 26 de abril de 1995, na vaga de Josias Gonzaga que saíra para ocupar uma secretaria no governo de Maguito Vilela (1995-1998). Licenciou-se para exercer o cargo de secretário de Saúde de Goiás, tendo Nair Xavier Lobo ocupado a sua vaga.
Em novembro de 1997, Carlos Mendes deixou a pasta no Executivo estadual e com a licença de Virmondes Cruvinel, que fora efetivado com o falecimento do titular João Natal, reassumiu uma vaga na Câmara dos Deputados.
Nas votações constitucionais ocorridas no final dessa legislatura, Carlos Mendes votou favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Em novembro de 1998, novamente votou a favor nas votações do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, com o retorno do titular, Virmondes Cruvinel, sem ter concorrido à reeleição em outubro do ano anterior.
Carlos Mendes tornou-se delegado do diretório municipal do PMDB de Ceres, em 1995, tendo-se afastado da secretaria geral da Associação Educativa Evangélica de Anápolis. Ao longo deste ano acumulou considerável quantidade de cargos: membro do Conselho Deliberativo da Associação dos Hospitais do Estado de Goiás; membro do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass); membro do conselho do Fundo Centro-Oeste (FCO); presidente do Conselho Estadual de Saúde; presidente do Conselho Deliberativo dos Órgãos Jurisdicionados da Secretaria de Saúde do Estado de Goiás: Saneamento de Goiás S.A. (Saneago), Indústria Química do Estado de Goiás (Iquego) e Fundação Estadual do Meio Ambiente do Estado de Goiás (Femago); presidente do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Cemam); membro do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) e presidente da Comissão de Intergestores Bipartites do Estado de Goiás.
Diretor geral da Evangélica – Faculdades Integradas entre 1999 e 2001, em abril de 2002, Mendes foi nomeado secretário municipal de Integração e Desenvolvimento Social de Anápolis, durante a gestão do prefeito Ernani José de Paula, eleito em 2000 e cassado três anos depois pela Câmara Municipal, sob acusação de desvio de verbas do Fundo de Motivação e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério (Fundef).
Em 2004, assumiu a reitoria da UniEvangélica, um centro universitário de Anápolis. Em 2009, foi eleito presidente da Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas (Abiee), sediada em Brasília, para o biênio 2009-2011.
Casou-se com Celina Ferreira Hassel Mendes, com quem teve três filhos.