MENDES, Dnar

Dnar Mendes Ferreira nasceu em Rio Pomba (MG) no dia 26 de julho de 1910, filho do político municipal, fazendeiro e jornalista Alcebíades Mendes Ferreira e de Anália Homem Mendes. Um dos seus sobrinhos, Narcélio Mendes Ferreira, foi deputado estadual da Assembleia Legislativa mineira entre 1971 e 1987.

Dnar Mendes iniciou os estudos secundários em sua cidade natal, no Ginásio São José, concluindo-os na Academia de Comércio de Juiz de Fora (MG). Bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito de Belo Horizonte em 1931.

Com o fim do Estado Novo (1937-1945) e a redemocratização do país, candidatou-se a deputado estadual constituinte em Minas, no pleito de janeiro de 1947, pela legenda da União Democrática Nacional (UDN), obtendo apenas a segunda suplência. Com a realização de eleições suplementares em abril do mesmo ano, foi eleito, sendo empossado no mês seguinte. Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta e a transformação da Constituinte em Assembleia Legislativa, passou a exercer o mandato ordinário. Reeleito por três vezes consecutivas nos pleitos de outubro de 1950, de 1954 e de 1958, sempre pela legenda da UDN, exerceu no período as funções de vice-presidente da Assembleia e líder de seu partido nos governos de José Francisco Bias Fortes (1956-1961) e de José de Magalhães Pinto (1961-1966).

No pleito de outubro de 1962, elegeu-se deputado federal por Minas Gerais pela mesma legenda e, deixando o Legislativo mineiro em janeiro de 1963, em fevereiro seguinte assumiu sua cadeira na Câmara Federal. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, por cuja legenda se reelegeu no pleito de novembro de 1966. Empossado no início do ano seguinte, integrou as comissões de Orçamento e de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados. Concluiu seu mandato em janeiro de 1971, não mais retornando à Câmara.

Foi professor de direito constitucional e ciência das finanças na Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais e inspetor federal de ensino, exercendo ainda as funções de diretor do Banco de Crédito Real de Minas Gerais e de vice-presidente da Credireal Turismo. Mesmo sem mandato parlamentar, filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL).

Faleceu em Belo Horizonte no dia 3 de julho de 1985.

Era casado com Cléia Cerqueira Mendes, com quem teve oito filhos.

Além de trabalhos em diversas revistas jurídicas, publicou Comissão Parlamentar de Inquérito e Homicídio, suicídio e eutanásia (tese).