MIRANDA, Leonel

Leonel Tavares Miranda de Albuquerque nasceu na cidade da Paraíba, atual João Pessoa, no dia 29 de julho de 1903, filho de Manuel de Miranda e de Helena Tavares de Miranda.

Estudou no Instituto Carneiro Leão, em Recife, ingressando depois na Faculdade de Medicina da Bahia, que cursou durante dois anos. Transferiu-se em seguida para a Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, pela qual se diplomou em 1927, especializando-se em clínica cirúrgica.

Médico da Casa de Saúde Dr. Eiras, no Rio de Janeiro, de 1929 a 1936, tornou-se cirurgião da Assistência Municipal em 1937. Em 1943 assumiu o cargo de diretor técnico da Casa de Saúde Dr. Eiras, atuando nos serviços cirúrgicos e neurocirúrgicos sob a orientação de Paulo Niemeyer. Fundou no Rio de Janeiro o Instituto Clínico de Madureira, instituição médica em forma de seguro de saúde para a classe operária.

Em março de 1967 assumiu a pasta da Saúde no governo do presidente Artur da Costa e Silva (1967-1969), participando ainda nesse ano como chefe da delegação brasileira, da Conferência da Organização Mundial de Saúde (OMS), realizada em Boston, nos EUA. Durante sua gestão implantou o Plano Nacional de Saúde, realizou a reforma administrativa do Ministério da Saúde e criou a Empresa Brasileira de Medicamentos (Embramed), destinada à produção, através de convênios com laboratórios estrangeiros, de medicamentos para o combate às endemias, fabricando vacinas e soro a baixos preços. Essas duas medidas foram tomadas já sob o governo da junta militar que substituiu o presidente Costa e Silva no início de sua enfermidade. Com a eleição do presidente Emílio Médici, Leonel Miranda deixou o ministério em outubro de 1969, sendo substituído por Francisco de Paula Rocha Lagoa.

Diretor técnico da Casa de Saúde Dr. Criciúma e diretor-presidente da Casa de Saúde Dr. Eiras, foi membro do conselho técnico da Casa de Repouso do Alto da Boa Vista e do conselho do Centro de Estudos Paulo César de Andrade da Santa Casa de Misericórdia, no Rio de Janeiro.

Foi ainda diretor das Fazendas Reunidas Miranda, diretor-presidente do Banco Mercantil do Brasil e presidente da Usina São João.

Membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia do Rio de Janeiro, da Associação Médica Brasileira e do Sindicato Médico Brasileiro, pronunciou conferências sobre vários temas, entre os quais saúde pública e assistência médica, em Buenos Aires e Nova Iorque.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 14 de março de 1986.

Era casado com Mercedes Gross Miranda, de quem teve dois filhos.

Publicou vários trabalhos sobre cirurgia.