MOTA JÚNIOR, Davi Silveira da

Davi Silveira da Mota Júnior nasceu em Curitiba no dia 18 de julho de 1927, filho de Davi Silveira da Mota e Valquíria de Carvalho Chaves Silveira da Mota.

Em 1948 tornou-se bacharel em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), ingressando, por concurso, no serviço diplomático brasileiro em 1950. Como terceiro-secretário, trabalhou no consulado geral do Brasil em Montreal, Canadá, de 1952 a 1953. Neste último ano, foi transferido para a missão permanente do Brasil junto à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, onde ficou até 1956. Neste período, integrou a delegação do Brasil nas VIII, IX e X assembleias gerais daquela organização, realizadas, respectivamente, em 1953, 1954 e 1955, ano em que foi promovido a segundo-secretário.

Após servir na embaixada do Brasil em La Paz, Bolívia, de 1956 a 1958, deste último ano até 1960 integrou novamente a delegação brasileira nas XIII, XIV e XV assembleias gerais da ONU. De volta ao Brasil, passou a servir no Gabinete Civil da Presidência da República em 1960 e 1961. Promovido a primeiro-secretário ainda em 1961, foi transferido para a embaixada do Brasil em Paris, França. Membro eleito do Comitê de Contribuições da ONU, de 1963 a 1978, foi membro da delegação brasileira junto à ONU, em Genebra, de 1963 a 1967. Em 1964 tornou-se representante adjunto do Brasil no Comitê ad hoc de Peritos para estudar os procedimentos administrativos e orçamentários do sistema das Nações Unidas (Comitê dos 14), em Nova Iorque e Genebra e de 1965 a 1967 no Comitê das Dezoito Nações sobre o Desarmamento, em Genebra.

Promovido a ministro de segunda classe em 1967, nos três anos seguintes permaneceu no Brasil, como secretário-geral adjunto para assuntos da Europa Oriental e Ásia. De 1970 a 1972 foi ministro plenipotenciário do governo brasileiro na África do Sul. Embaixador na Argélia de 1972 a 1977 e na Venezuela, de 1977 a 1982, ao fim desta missão foi designado representante diplomático brasileiro na Bélgica e em Luxemburgo, exercendo o cargo de 1983 a 1989. Nesse período, em 1986, representou o Brasil no Comitê Intergovernamental de Peritos de Alto Nível, reunido em Nova Iorque para examinar o funcionamento, a administração e as finanças da ONU (Comitê dos 18).

Em novembro de 1989 assumiu a embaixada do Brasil no Uruguai, substituindo a Eduardo Moreira Hosanah. Em 1991, deixou Montevidéu, cedendo o posto a Jorge Carlos Ribeiro. De volta ao Brasil, aposentou-se do Ministério das Relações Exteriores.

Na iniciativa privada, passou a integrar, a partir de 1991, o conselho de administração da Solvay do Brasil S.A, em São Paulo. De março a maio de 1995, presidiu o grupo de trabalho ad hoc intergovernamental da ONU para o estudo da implementação do princípio da capacidade de pagar, reunido em Nova Iorque.

Em outubro de 2009, residia no Rio de Janeiro.

Casou-se com Aysa Osório, com quem teve dois filhos.