MURAD, Emílio
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Emílio Biló Murad nasceu em Codó (MA) no dia 2 de março de 1926, filho de Ananias Murad e de Amélia Lazar Murad. Em sua família, original do Líbano, destacou-se José Murad, que foi vice-governador do Maranhão de 1975 a 1979.
Diplomado em administração de empresas, foi diretor-geral, superintendente e, posteriormente, sócio-gerente das empresas Ananias Murad e Companhia e Cerâmica Ananias, ambas sediadas em sua cidade natal.
Iniciou sua carreira política ingressando no Partido Social Democrático (PSD), em cuja legenda foi eleito em 1950 vereador à Câmara Municipal de Codó, reelegendo-se nos pleitos de 1954 e de 1958. Transferindo-se para o Partido Social Progressista (PSP), em outubro de 1962 elegeu-se deputado estadual no Maranhão. Concluindo o mandato de vereador, assumiu sua cadeira na Assembleia Legislativa em fevereiro de 1963. Após a vitória do movimento político-militar de 31 de março de 1964 que depôs o presidente João Goulart (1961-1964), a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao partido do governo, a Aliança Renovadora Nacional (Arena), da qual tornou-se líder na Assembleia. Ainda durante seu mandato, presidiu essa casa e integrou as comissões de Constituição e Justiça e de Orçamento.
Em novembro de 1966, foi eleito deputado federal por seu estado em sua nova legenda. Concluindo seu mandato no Legislativo estadual, assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte e tornou-se membro titular das comissões de Minas e Energia e de Valorização da Amazônia, bem como da Comissão Especial de Estudos da Indústria do Petróleo na Região Nordeste, da qual foi vice-presidente, e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grandes Lagos da Amazônia. No pleito de novembro de 1970, voltou a concorrer a uma cadeira na Assembleia maranhense, mas obteve apenas uma suplência. Permaneceu na Câmara dos Deputados até o fim de janeiro do ano seguinte, quando se encerraram o seu mandato e a legislatura.
Com a assunção de Pedro Neiva de Santana ao governo do estado em março de 1971, Emílio Murad foi nomeado presidente da Companhia Habitacional do Maranhão (Cohab/MA), função que exerceu até março de 1975, quando se encerrou o mandato do governador e assumiu o novo chefe do Executivo maranhense Osvaldo da Costa Nunes Freire. Quando o governador João Castelo assumiu em março de 1979 Murad foi nomeado presidente da Loteria Estadual do Maranhão (Lotema), cargo em que foi mantido mesmo com a saída de Castelo e a assunção de Ivar Saldanha ao governo do Estado, permanecendo nessa função até março de 1983, quando Luís Rocha assumiu a chefia do Executivo estadual. Três anos depois foi nomeado por esse governador para a Secretaria de Desportos e Lazer e, nessa condição, tornou-se presidente do Conselho Regional de Desportos. Exerceu essas funções até março de 1987, quando assumiu o governador Epitácio Cafeteira. Em 1999, ocupava o cargo de assessor parlamentar da presidência da Assembleia Legislativa maranhense.
Ao longo de sua carreira política, foi presidente do diretório municipal da Arena em sua cidade e delegado junto ao diretório regional do partido, além de representante da Arena do Maranhão no diretório nacional.
Foi ainda filiado ao novo Partido Social Democrático (PSD), sócio-fundador da Aeronorte do Brasil e presidente da Associação Comercial de Codó e da companhia telefônica dessa cidade. Participou do I e II seminários nacionais da Cohab e do XII Congresso Mundial de Entidades Internacionais de Poupança e Empréstimos.
Casou-se com Maria Antonieta Nunes Murad, com quem teve seis filhos. Seu sobrinho Ricardo Murad foi deputado federal pelo Maranhão de 1991 a 1995. Outro sobrinho, Jorge Murad, foi assessor especial do presidente José Sarney (1985-1990) e marido de Roseana Sarney, deputada federal pelo Maranhão entre 1991 e 1995 e governadora do estado desde 1995.