NOGUEIRA, Arnaldo
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Arnaldo de Castro Nogueira nasceu em Franca (SP) no dia 6 de setembro de 1920, filho de Adelino Nogueira - um dos líderes da campanha de Armando de Sales Oliveira para a presidência da República em 1937 - e de Amélia de Castro Nogueira.
Formou-se em 1944 pela Faculdade de Ciências Econômicas Álvares Penteado, na capital paulista. Ainda em 1944 começou a trabalhar em Londres como tradutor e comentarista da rede de rádio e televisão inglesa BBC, onde esteve durante quatro anos. De volta ao Brasil, passou a apresentar na televisão o programa Falando francamente, que obteve grande audiência.
Vereador da União Democrática Nacional (UDN) à Câmara Municipal do Distrito Federal a partir de 1955, reelegeu-se em 1958. Em 1960, quando da transferência da capital do país para Brasília, participou dos trabalhos de constituição do novo estado da Guanabara e em dezembro elegeu-se deputado constituinte estadual na legenda da UDN. Após a promulgação da Carta estadual, permaneceu no exercício do mandato ordinário, exercendo até 1962 a presidência da UDN carioca.
No pleito de outubro de 1962 elegeu-se deputado federal pela Guanabara na legenda da UDN. Deixou a Assembleia Legislativa em janeiro e foi empossado na Câmara no mês seguinte. Deposto o presidente João Goulart pelo movimento político-militar de 31 de março de 1964, foi o único parlamentar udenista a votar contra a prorrogação do mandato do presidente Humberto Castelo Branco, aprovada em julho do mesmo ano pelo Congresso Nacional. Após a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar.
Concorreu à reeleição na legenda da Arena em novembro de 1966 e obteve a segunda suplência. Encerrou o mandato em janeiro de 1967, e voltou à Câmara de junho do mesmo ano a julho de 1970. Nas eleições de novembro desse ano obteve de novo uma suplência, mas não exerceu o mandato na legislatura 1971-1975.
Foi diretor-geral da Rádio Nacional do Rio de Janeiro. Também dirigiu a sucursal de O Globo, em Brasília.
Faleceu em Brasília no dia 11 de agosto de 2006.
Casado com Maria Aparecida do Carmo Nogueira, teve cinco filhos.
Publicou Falando francamente – Memórias de Arnaldo Nogueira (2006).