PAIVA, Mário de Morais

Mário de Morais Paiva nasceu em Uruguaiana (RS) no dia 9 de maio de 1891, filho do funcionário público Salatiel de Paiva e de Maria Josefina de Morais Paiva.

Fez seus estudos primários em Paranaguá (PR). Cursou os primeiros anos da Faculdade de Medicina do Rio Grande do Sul, abandonando-a mais tarde para bacharelar-se em ciências jurídicas e sociais.

Após exercer atividades no comércio de seu estado, ingressou em 1911 na Imprensa Nacional, como auxiliar de oficina. Em maio desse ano foi designado para o cargo de oficial recenseador no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Mediante concurso público, tornou-se quarto escriturário e depois terceiro escriturário do Tesouro Nacional, servindo na 1ª Pagadoria e nas diretorias da Receita e da Despesa. Em 1919 foi designado para servir no Tribunal de Contas da União, tendo sido delegado desse órgão junto à Estrada de Ferro Central do Brasil, à Repartição Geral dos Telégrafos e à Inspetoria Federal de Obras contra as Secas, todos sediados no Rio de Janeiro.

Amigo de João Batista Luzardo, então chefe de polícia do Distrito Federal, assumiu após a Revolução de 1930 a direção da Secretaria de Polícia da capital do país. Em junho de 1932 tornou-se diretor-geral de contabilidade da Secretaria de Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio. Nesse mesmo ano foi designado para secretariar o ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, Joaquim Salgado Filho, função que desempenhou até junho de 1933, quando reassumiu seu cargo na secretaria.

Em julho de 1933 foi eleito representante dos funcionários públicos, assumindo em novembro o mandato de deputado classista à Assembleia Nacional Constituinte. Participou dos trabalhos constituintes, tendo defendido a representação profissional, a unidade do processo das reivindicações proletárias, a fiscalização da entrada de imigrantes no território brasileiro, a autonomia do Distrito Federal e a isenção de impostos aos funcionários públicos. Mostrou-se ainda favorável ao divórcio, aos direitos e deveres da mulher, com sua exclusão do serviço militar, à intangibilidade da bandeira nacional e à anistia ampla. Após a promulgação da nova Constituição (16/7/1934) e a eleição, no dia seguinte, do presidente da República, teve o seu mandato estendido até maio de 1935. Ainda em 1934 elegeu-se novamente deputado federal classista, assumindo o novo mandato em maio de 1935. Permaneceu na Câmara até novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo (1937-1945) suprimiu todos os órgãos legislativos do país.

Jornalista, trabalhou na Gazeta de Notícias, na Folha do Dia e no Jornal dos Estados.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 9 de outubro de 1968.

Era casado com Alice de Morais Paiva, com quem teve oito filhos.