AUDRÁ, Artur

Artur Boéris Audrá nasceu na cidade de São Paulo no dia 16 de setembro de 1917, filho de Mário Boéris Audrá e de Ângela Boéris Audrá.

Estudou no Mackenzie College, na cidade de São Paulo.

Iniciou sua vida pública como vereador em sua cidade natal, durante a década de 1940. Em outubro de 1950 elegeu-se deputado federal por São Paulo, na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumindo seu mandato na Câmara em fevereiro do ano seguinte. Em outubro de 1954 reelegeu-se deputado, dessa vez na legenda do Partido Social Progressista (PSP). Entre 1956 e 1958 foi vice-presidente da Comissão de Redação.

Durante sua vida parlamentar, apresentou projetos que resultaram na criação do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Trabalhadores Rurais, na instituição do imposto sobre corridas de cavalos para fins de assistência sanitária, na criação da Rede Nacional de Bibliotecas Populares e da Patrulha Costeira, na regulamentação da participação dos trabalhadores no lucro das empresas e no estabelecimento da obrigatoriedade do seguro de vida e de acidente do trabalho nos estabelecimentos industriais do país.

Em 1958 foi candidato a suplente de senador, pela coligação PSP-PTB, não obtendo êxito. Ao terminar seu mandato em janeiro de 1959, deixou a Câmara, não mais voltando a concorrer a cargos eletivos. Durante a gestão de Ademar de Barros no governo estadual paulista (1963-1966), Artur Audrá foi presidente da Companhia de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CAGESP), atual Companhia Estadual de Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (CEAGESP), e chefe da Casa Civil.

Pioneiro da aviação civil no Brasil, foi um dos primeiros pilotos brevetados em São Paulo. Na sua atividade como industrial, foi diretor-gerente da Companhia Fabril de Juta Taubaté. Como escritor e jornalista, associou-se à Associação Paulista de Imprensa.

Nas décadas de 1960 e 1970, foi ainda proprietário de um hotel, posteriormente transformado em clube, no município paulista de São Sebastião. Após a venda de tal propriedade, passou a atuar no ramo imobiliário, fazendo loteamentos de terrenos em Taubaté, onde faleceu no dia 6 de janeiro de 2000.

Era casado com Maria Cecília Guisard Audrá, com quem teve dois filhos.

Publicou, entre outros, Maristela e o convento da trapa.