PEREIRA, Armando de Arruda
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Armando de Arruda Pereira nasceu em São Paulo no dia 28 de setembro de 1889, filho de Armando Rosa Pereira e de Evelina Augusta Silveira Arruda. Seu bisavô, almirante Joaquim José Inácio, visconde de Inhaúma, foi ministro da Marinha de 1861 a 1862 e comandante-em-chefe das forças navais brasileiras na Guerra do Paraguai (1865-1870).
Fez os estudos primários nas escolas Caetano de Campos e Americana, em São Paulo, e em Gênova, na Itália. Em 1900 ingressou no Ginásio Nogueira da Gama, em Jacareí (SP), e, em 1904, após a conclusão do curso ginasial, seguiu para a Inglaterra, onde estudou no Seafield Park Engineering College, em Fareham, de 1905 a 1906, e na Universidade de Birmingham, de 1906 a 1908. Transferindo-se para os Estados Unidos, diplomou-se em 1910 em engenharia civil e industrial pela New York University School of Applied Science.
Iniciou sua vida profissional em 1911 como engenheiro da firma Vale Rodrigues e Ramos, em São Roque (SP). Em 1912 assumiu a superintendência das Caieiras de A. R. Pereira-Lilyland e em 1915 tornou-se sócio da firma Ralston, Pereira e Delpy Engenheiros, sociedade que se manteve até o ano seguinte. Engenheiro da Companhia Construtora de Santos de 1917 a 1920, participou da construção e tornou-se gerente da Companhia Frigorífica de Santos. Em 1920 assumiu a gerência técnica e em 1921 a direção da Companhia Frigorífica e Pastoril, em Barretos (SP). Nesse mesmo ano tornou-se inspetor-chefe dos serviços de engenharia da Companhia Construtora de Santos, onde permaneceria até 1924, tendo trabalhado na construção de diversos quartéis para o Exército. Em 1922 foi delegado da American Society of Civil Engineers em um congresso de engenharia.
Participou da Revolução Constitucionalista de São Paulo, que se desenrolou de julho a outubro de 1932, resultando na vitória das forças legalistas. Mais tarde foi eleito vereador à Câmara Municipal de São Bernardo (SP).
Membro do conselho técnico de economia e finanças do Ministério da Fazenda de 1944 a 1950, foi vice-presidente da Cerâmica São Caetano e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). Em 1947 assumiu a presidência da FIESP, até então ocupada por Roberto Simonsen, e permaneceu no cargo até 1948, quando foi substituído por Morvan Dias de Figueiredo.
Em 1951 foi nomeado prefeito de São Paulo sucedendo a Lineu Prestes (1950-1951). Em sua administração construiu a cripta do Monumento da Independência, no Ipiranga, e foi o principal promotor da remoção das cinzas da imperatriz Leopoldina para esse local. Deixou a prefeitura da capital em 1953, sendo substituído por Jânio Quadros (1953-1955).
Foi diretor do Instituto de Engenharia de São Paulo e da Associação Comercial de São Paulo, tendo presidido o sindicato patronal de cerâmica para a construção do estado. Foi membro da American Society of Civil Engineers, da American Ceramic Society, da Royal Society of Arts, de Londres, e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.
Faleceu em São Paulo no dia 18 de março de 1955.
Foi casado com Berta Rudolfina Tony Lahfeldt, com quem teve três filhos.
Publicou Heróis abandonados: peregrinação aos lugares históricos do sul de Mato Grosso (1925), Estado de São Paulo (1925), No sul de Mato Grosso - vias de comunicação, veículos, tipos, termos, costumes de fronteira; um pouco de história e geografia (1928), Construindo quartéis para o Exército (1930), São Paulo, o berço da engenharia nacional: o que vi e ouvi (1934), Diário de uma viagem de São Paulo a Belém do Pará descendo o rio Araguaia (1935), Os engenheiros de São Paulo na Revolução de 1932 - pela lei e pela ordem (1934, sob o pseudônimo de Artur Morgan), Páginas esparsas (1937), Indústria cerâmica: tratado prático elementar (1946) e Relações humanas na indústria e responsabilidade de mestres e contramestres (1949).