PEREIRA, Iranildo

Iranildo Pereira de Oliveira nasceu em Santana do Cariri (CE) no dia 1º de dezembro de 1937, filho de Antônio Pereira de Oliveira e Adália Pereira da Silva.

Em 1963 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Universidade Federal do Ceará (Ufce). Ainda neste ano assumiu a direção do Departamento de Proteção ao Menor, permanecendo no cargo até 1965.

Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar - implantado no Brasil em abril de 1964 - no quadro do bipartidarismo imposto pelo Ato Institucional nº 2, de 17 de outubro de 1965, elegeu-se deputado estadual à Assembleia Legislativa cearense (Alce) no pleito de novembro de 1966. Reeleito em novembro de 1970, sua passagem pela Alce o tornou conhecido como deputado que tinha coragem de citar os nomes dos acusados em seus discursos, identificando-se com os “autênticos” do MDB, facção do partido que se opunha de forma mais incisiva ao regime militar.

Nesse período, entre 1968 e 1974, foi proprietário de uma fábrica de sucos naturais para exportação.

Tendo encerrado seu segundo mandato na Assembleia em janeiro de 1975, nas eleições de novembro de 1978, concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados, sempre pela legenda do MDB. Eleito, foi empossado em fevereiro seguinte, atuando, em 1979, na comissão de Segurança Nacional. Com a extinção do bipartidarismo, em novembro deste último ano, e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação política que deu continuidade ao MDB. Entre 1980 e 1981, participou das comissões de Redação, como vice-presidente, de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, tornando-se vice-líder do PMDB na Câmara, em 1982.

Disputou a reeleição no pleito de novembro de 1982, alcançando apenas uma suplência. Exerceu o mandato em dois períodos, inicialmente na vaga de Manuel Francisco Viana Neto e depois na de Antônio Morais, por quatro meses em cada vez, no período de março de 1985 a dezembro de 1986. No pleito de novembro de 1986, tentou uma vaga de deputado federal constituinte, mas novamente obteve apenas uma suplência.

Abandonando a carreira política, dedicou-se a atividades empresariais no setor turístico, às quais estava ligado desde 1982. Nesse período, tornou-se dono de uma firma de transporte rodoviário e marítimo, além de um hotel em Fortaleza. Em outubro de 1994, candidatou-se novamente a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo PMDB, não obtendo êxito.

Casou-se com Maria do Carmo Melo de Oliveira, com quem teve dois filhos.