PEREIRA, Luís (2)

Luís Tavares Alves Pereira nasceu em Bajé (RS) no dia 4 de fevereiro de 1876, filho de Gervásio Alves Pereira e de Maria Cecília Tavares Pereira.

Diplomado em engenharia pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro (então Distrito Federal) em 1898, trabalhou na dragagem da lagoa dos Patos e na construção do porto da cidade do Rio Grande, em seu estado natal, como ajudante do diretor-geral da Compagnie Française du Port de Rio Grande do Sul.

Transferiu-se mais tarde para São Paulo e dedicou-se à engenharia ferroviária, trabalhando durante 42 anos na Cia. Paulista de Estradas de Ferro, empresa da qual foi diretor e depois vice-presidente.

Em 1931, foi eleito presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (CIESP), substituindo Francisco Matarazzo, que ocupava o cargo desde a fundação da entidade em 1928. Em maio de 1931, como decorrência da nova lei de sindicalização decretada em março, os industriais paulistas transformaram o CIESP em federação (FIESP), para que esta pudesse acolher sindicatos patronais, além de firmas. Conservaram-se, entretanto, o caráter de associação civil do antigo CIESP e sua direção.

Quando eclodiu a Revolução Constitucionalista em julho de 1932, em São Paulo, Luís Alves Pereira encontrava-se no Rio de Janeiro. Impossibilitado de regressar à capital paulista, foi substituído por Roberto Simonsen à frente da FIESP, que se constituiu em um dos mais fortes pontos de apoio ao movimento rebelde, assumindo a seu cargo a mobilização total do parque industrial paulista em apoio ao esforço de guerra.

Em 25 de janeiro de 1933, integrou a delegação da FIESP na seção de instalação da Confederação Industrial do Brasil (CIB), atual Confederação Nacional da Indústria, tornando-se um dos seus fundadores e sendo eleito vice-presidente na chapa encabeçada por Francisco de Oliveira Passos, da Federação Industrial do Rio de Janeiro (FIRJ). No ano seguinte, em nova eleição, tornou-se presidente, permanecendo no cargo até 1935, quando deixou também a presidência da FIESP. Em 1936 integrou o conselho deliberativo da CIB.

Como empresário, dedicou-se ainda às seguintes atividades: presidente da Companhia Brasileira de Materiais Ferroviários Pirelli S.A. e da Química Industrial Barra do Piraí S.A.; vice-presidente da Cobrasma; representante geral da Brasil Rey Co. no Brasil, e presidente do Banco Francês e Italiano para a América do Sul.

Faleceu em São Paulo no dia 16 de junho de 1960.