PEREIRA, Mário

Mário Pereira nasceu em Itajaí (SC) no dia 4 de abril de 1945, filho de José Luís Pereira e de Vera Meyer Pereira.

Engenheiro eletricista formado em 1967 pela Universidade Federal de Santa Catarina, no ano seguinte foi contratado por uma empresa de engenharia paulista que o destacou para atuar no Paraná. Em 1973, constituiu uma empresa de engenharia com sede em Cascavel (PR). Nesse ano, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no Brasil em abril de 1964. Assumiu em 1975 a presidência do diretório municipal de Cascavel, cargo que ocuparia até 1983. Com a extinção do bipartidarismo em novembro de 1979 e a consequente reorganização partidária, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que deu prosseguimento à linha de ação do antigo MDB.

Em novembro de 1982, elegeu-se deputado estadual pela legenda peemedebista, assumindo o mandato na Assembleia Legislativa paranaense no início do ano seguinte. Reeleito em novembro de 1986, não chegou a iniciar novo mandato, uma vez que em março de 1987 assumiu a pasta da Administração a convite de Álvaro Dias, eleito governador no mesmo pleito. Em abril de 1990, deixou a secretaria para poder candidatar-se a vice-governador do Paraná, em chapa encabeçada por Roberto Requião.

Eleito em outubro seguinte, assumiu a vice-governadoria em março de 1991. Acumulou esse cargo com o de secretário de Transportes e com a presidência da Ferroeste. Depois de ocupar o governo estadual em diversas oportunidades, em razão de impedimentos temporários do titular, em 2 de abril de 1994 - em virtude da desincompatibilização do governador Requião, que disputaria uma vaga no Senado em outubro daquele ano -, assumiu a chefia do Executivo paranaense.

Em relação à sucessão presidencial, Mário Pereira, depois de declarar sua intenção de apoiar o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Luís Inácio Lula da Silva, declarou-se em setembro partidário de Fernando Henrique Cardoso, lançado pelo Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB). Afastando-se de Requião, Mário Pereira determinou à chefia da Casa Civil, no final de outubro de 1994, a realização de uma sindicância para apurar suposto uso indevido de dinheiro público na gestão de Roberto Requião. O ex-governador teria utilizado o dinheiro na compra de selos, envelopes e etiquetas na sua campanha vitoriosa para o Senado.

Passou o governo do Paraná a Jaime Lerner em 1º de janeiro de 1995. Em maio, elegeu-se presidente estadual do PMDB, derrotando o senador Roberto Requião, e permanecendo nessa função até maio de 1998, quando foi substituído pelo próprio Requião.

No plano profissional, voltou a trabalhar com engenharia, dedicando-se à conservação de energia. Em 1997, foi contratado pela Inepar S.A. Indústria e Construção. Dois anos depois, assumiu, em Cuiabá, a diretoria de programas especiais das Centrais Elétricas Mato-Grossenses (Cemat), empresa controlada pelo grupo Rede de São Paulo e pela Inepar.

Em agosto de 2009, juntamente com cerca de 600 dissidentes peemedebistas da região de Cascavel, filiou-se ao PDT com o intuito de apoiar a pré-candidatura do senador Osmar Dias (PDT) ao governo do estado para o pleito de outubro de 2010.

Casou-se com Marlene Casagrande Pereira, com quem teve três filhos. Sua esposa candidatou-se a deputada federal pelo PMDB em outubro de 1998, mas não logrou se eleger.