PINHEIRO, Jorge
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Francisco Jorge Pinheiro nasceu no dia 25 de março de 1873.
Coronel do Exército e comandante da 4ª Divisão de Infantaria (4ª DI), sediada em Belo Horizonte, combateu a Revolução Constitucionalista deflagrada no dia 9 de junho de 1932 em São Paulo. Na ocasião, o comandante da Força Pública de Minas Gerais, general Firmino Borba, mobilizou sua tropa em defesa do governo, mas logo aderiu ao movimento investindo-se no comando da 4ª Região Militar (4ª RM), com sede em Juiz de Fora (MG). No entanto, ao tentar levantar a guarnição, foi aprisionado, destituído do comando e substituído por Jorge Pinheiro, recém-promovido a general.
Acreditava-se, com o desenrolar dos acontecimentos, que as tropas mineiras manteriam uma atitude de não-hostilidade dentro de suas próprias fronteiras. No final de agosto, todavia, as forças da 4ª DI, comandadas por Jorge Pinheiro e tendo sua principal coluna sob as ordens do coronel Eurico Gaspar Dutra, conseguiram romper a ofensiva paulista sobre a frente leste mineira. Após alguns combates no vale do rio Eleutério, fronteira dos dois estados, obrigaram as forças revolucionárias estabelecidas na região de Itapira (SP) e de Pinhal (SP) a recuarem para as cercanias de Mojimirim e Mojiguaçu, também em São Paulo, e a perderem, assim, uma importante posição. Em setembro, quando o general Pedro Aurélio de Góis Monteiro, comandante da 1ª RM, sediada na capital federal, ordenou a ofensiva geral contra os paulistas, as tropas do setor de Minas já haviam ocupado Jundiaí e Itu, no estado de São Paulo, e avançavam em direção à capital pelos eixos da estrada de ferro São Paulo Railway e da Sorocabana. Em outubro, o movimento constitucionalista foi derrotado pelas forças fiéis ao Governo Provisório chefiado por Getúlio Vargas.
Jorge Pinheiro foi ainda membro da Câmara dos 40 da Ação Integralista Brasileira (AIB), o mais alto órgão político desse movimento.
Publicou A cultura da energia(1922).