PINTO, Evaldo

Evaldo de Almeida Pinto nasceu em São Manuel (SP) no dia 18 de fevereiro de 1922, filho de Alípio Pinto de Almeida e de Maximilia Gonçalves Pinto.

Professor e técnico em educação, foi também jornalista e radialista.

Apoiado pelo ex-presidente Jânio Quadros, de quem era seguidor, foi eleito no pleito de outubro de 1962 deputado federal por São Paulo na legenda da Coligação Janista, constituída pelo Movimento Trabalhista Renovador (MTR) e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Assumindo o mandato em fevereiro de 1963, em maio desse mesmo ano tornou-se vice-líder do MTR na Câmara dos Deputados e, em agosto seguinte, vice-líder do bloco parlamentar dos pequenos partidos, formado pelos partidos Social Progressista (PSP), Social Trabalhista (PST), Republicano (PR) e Democrata Cristão (PDC), além do PTN e do MTR.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, em cuja legenda foi reeleito no pleito de novembro de 1966. Foi responsável pela abertura da comissão parlamentar de inquérito (CPI) sobre o ensino superior e tornou-se vice-líder do MDB na Câmara dos Deputados a partir de março de 1967.

Em janeiro de 1969, teve seu mandato cassado pelo presidente Artur da Costa e Silva, com base no Ato Institucional n° 5, editado em 13 de dezembro do ano anterior. Recuperou os direitos políticos graças à Lei da Anistia, promulgada pelo presidente João Batista Figueiredo em 28 de agosto de 1979. Ainda este ano trabalhou na direção de empresas públicas municipais em São Bernardo do Campo, durante o governo de Tito Costa, funções que exerceria até 1982.

Em 1980 liderou o movimento dos ex-deputados paulistas cassados que pediam sua inclusão na chapa de candidatos às eleições de 1982 a ser lançada pelo Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), criado após a reformulação partidária de 1979. Ainda em dezembro de 1980, denunciou publicamente que os parlamentares de São Paulo que haviam sido cassados não encontravam espaço no PMDB por não se comprometerem nem com o grupo liderado pelo senador Franco Montoro, nem com o do senador Orestes Quércia, tendo sido preteridos por duas vezes quando da formação do diretório regional do partido no estado. Baseado nos próprios estatutos do PMDB e com o apoio dos demais anistiados, o então vice-presidente nacional do partido, o senador alagoano Teotônio Vilela propôs uma moção, juntamente com mais quatro parlamentares, entre os quais Evaldo Pinto, aprovada na convenção nacional do PMDB, que assegurou aos anistiados o mesmo direito dos demais deputados de disputar um mandato nas eleições de 1982.

Em 1982 tornou-se diretor administrativo da Companhia Municipal de Gás de São Paulo (Comgás), durante a gestão de Mário Covas (1983-1986) à frente da prefeitura paulistana, permanecendo no cargo até 1984. Em 1986 participou da criação do diretório metropolitano do PMDB de São Paulo e tornou-se presidente do diretório zonal do Jardim Paulista na capital do estado, permanecendo neste cargo até o ano seguinte. Ainda em 1987 deixou o PMDB por divergências político-ideológicas. Passou a realizar trabalhos como free-lancer nas áreas de educação e comunicação, afastando-se em 1990, em virtude de grave problema de saúde de sua esposa. Em 1993 tornou-se membro da Comissão de Justiça e Paz do Estado de São Paulo, sendo eleito diretor da entidade em 1996.

Participou da Assembleia da Federação Mundial Pró-Nações Unidas e da Reunião do Conselho Interamericano Econômico e Social (Cies). Foi também membro do Conselho Consultivo do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iampse) e do Conselho Estadual do Idoso.

Casou-se com Deise Mandim de Almeida Pinto, com quem teve três filhos.