PIRES, Teófilo
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Teófilo Ribeiro Pires nasceu em Coração de Jesus (MG) no dia 29 de março de 1916, filho do industrial e comerciante Luís Antônio Pires e de Maria Ribeiro Pires. Vários membros de sua família atuaram politicamente no interior mineiro, notadamente no município de Montes Claros e em sua cidade natal. Seu tio, Plínio Ribeiro dos Santos, foi deputado federal por minas Gerais de 1955 a 1959.
Realizou o curso secundário no Colégio Arnaldo, em Belo Horizonte e, em 1939, diplomou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade de Minas Gerais (UMG), atual Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Após sua formatura, tornou-se médico sanitarista do estado, função que exerceria de 1940 a 1970.
Também jornalista, elegeu-se no pleito de outubro de 1954 deputado ao Legislativo mineiro na legenda do Partido Republicano (PR), assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Reeleito em outubro de 1958, foi segundo-secretário e segundo-vice-presidente da Comissão Executiva da Assembleia de Minas Gerais, vice-presidente da Comissão de Trabalho e Ordem Social e líder da bancada de seu partido, além de ter integrado como titular várias outras comissões da Casa.
Em outubro de 1962 elegeu-se deputado federal por seu estado, sempre na legenda do PR. Deixando a Assembleia mineira em janeiro de 1963, assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados em fevereiro seguinte. Em abril do mesmo ano tornou-se vice-líder do PR e do bloco parlamentar dos pequenos partidos, formado pelo Partido Democrata Cristão (PDC), o Partido Social Trabalhista (PST), o Movimento Trabalhista Renovador (MTR), o Partido Socialista Brasileiro (PSB), o Partido Rural Trabalhista (PRT) e o própio PR. Ainda em 1963, e também no ano seguinte, esteve presente às conferências da União Interparlamentar, realizadas, respectivamente, em Lausanne, Suíça, e em Washington, nos Estados Unidos.
Em agosto de 1965 deixou a Câmara dos Deputados para assumir a Secretaria de Saúde de Minas Gerais durante o governo de José de Magalhães Pinto (1961-1966). Sua vaga na Câmara foi ocupada pelo suplente Ciro Maciel. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em abril de 1964. Deixou o secretariado mineiro em janeiro de 1966 e elegeu-se em novembro suplente de deputado federal. Encerrando seu mandato anterior em janeiro de 1967, não voltou à Câmara na legislatura que então se iniciou. Como deputado federal, foi também membro da Comissão de Finanças da Câmara e líder da bancada do PR.
Em novembro de 1970, elegeu-se suplente de deputado ao Legislativo mineiro, sempre na legenda da Arena, não chegando dessa vez tampouco a exercer o mandato. Em seguida, afastou-se da vida política. Aposentado pela Secretaria de Saúde de Minas Gerais em 1971, transferiu-se no ano seguinte para o Rio de Janeiro, onde passou a exercer a medicina. Posteriormente, aposentou-se pela previdência social.
Como jornalista, foi superintendente das rádios Guarani e Mineira, presidiu a Associação Mineira de Imprensa e ocupou o cargo de diretor-tesoureiro do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais.
Além de vários discursos parlamentares, publicou as crônicas radiofônicas O nome do dia.
Casou-se com Lésia Deschamps, com quem teve seis filhos.