PRADO, Martinho

Martinho da Silva Prado Neto nasceu na cidade de São Paulo em 3 de janeiro de 1881, filho de Martinho da Silva Prado Júnior e de Albertina Morais Pinto. Seu pai foi deputado por São Paulo à Assembleia Nacional Constituinte de 1891 e seu irmão, Fábio da Silva Prado, ocupou a prefeitura da capital paulista de 1935 a 1938.

Realizou seus primeiros estudos no Colégio Feitosa, concluindo o secundário em Wiesbaden, Alemanha, em 1898.

Comerciante e proprietário rural, foi pioneiro na plantação e na comercialização de frutas cítricas. Em 1930, tornou-se diretor do Banco do Estado de São Paulo.

Em 1934, foi eleito deputado federal classista como representante dos empregadores da lavoura e da pecuária, iniciando o mandato em maio do ano seguinte. Em sua ação parlamentar, opôs-se à política cafeeira governamental em virtude dos altos custos impostos aos cafeicultores, afirmando certa vez ser o Departamento Nacional do Café, atual Instituto Brasileiro do Café (IBC), o “inimigo número um do café”. Permaneceu na Câmara até novembro de 1937, quando, com a implantação do Estado Novo, os órgãos legislativos do país foram suprimidos.

Economista e membro do conselho consultivo da Bolsa de Valores de São Paulo entre 1942 e 1945, foi presidente da Companhia de Seguros Metrópole, além de fundador e diretor da Sociedade Rural Brasileira e da União Cultural Brasil-Estados Unidos. Tornou-se depois proprietário de uma empresa imobiliária, que incluía entre seus clientes a Ford do Brasil, a Esso, a Shell, a IBM, a Kodak, a RCA, a Union Carbide, a Mead-Johnson e grandes empresas brasileiras.

Faleceu em Araras (SP) no ano de 1967.

Era casado com Clotilde Pereira, com quem teve quatro filhos.

Colaborador da revista Citrícola, publicou Pró-lavoura (1938) e A formação de um laranjal (separata da revista Citrícola, 1939).