PRESÍDIO, Joel

Joel Presídio de Figueiredo nasceu em Baixa Grande (BA) no dia 13 de julho de 1901, filho de José Presídio de Figueiredo e de Josefa de Sousa Figueiredo.

Fez seus estudos no Colégio Pedro II e no Liceu Salesiano, ambos em Salvador. Em 1929 aderiu à campanha da Aliança Liberal e participou ativamente da Revolução de 1930, que depôs o presidente Washington Luís.

Jornalista profissional, trabalhou em seu estado como secretário de O Jornal e redator e superintendente de A Tarde. Em abril de 1932, quando ocupava o cargo de redator-chefe do Diário da Bahia - periódico que desenvolvia sistemática campanha de oposição à interventoria de Juraci Magalhães -, foi preso, juntamente com os demais funcionários, na ocasião em que a sede do jornal foi invadida por investigadores policiais. Após ser libertado, deixou a Bahia e fixou residência no Rio de Janeiro, então capital da República. Em seguida tornou-se colaborador de diversos jornais cariocas, trabalhou como fiscal do Ministério do Trabalho, foi diretor da Agência Nacional e do Departamento Nacional de Informações, além de oficial-de-gabinete do secretário do Interior e Justiça do estado do Rio de Janeiro.

No pleito de janeiro de 1947 foi eleito deputado à Assembleia Constituinte da Bahia na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Participou dos trabalhos constituintes e, com a promulgação da nova Carta estadual, passou a exercer o mandato legislativo ordinário na Assembleia baiana, na qual chegou a ocupar a liderança de seu partido. Em outubro de 1950 foi eleito deputado federal pela Bahia, sempre na legenda do PTB. Deixando a Assembleia em janeiro de 1951, no mês seguinte ocupou uma cadeira na Câmara e aí tornou-se vice-líder da bancada do PTB a partir de março de 1952. Em outubro de 1954 tentou reeleger-se, agora na legenda da Aliança Republicana Cristã, constituída pelo Partido Republicano (PR) e o Partido Democrata Cristão (PDC), para o qual se transferira. Obtendo apenas uma suplência, deixou a Câmara em janeiro de 1955 e a ela não retornou durante essa legislatura. Em outubro de 1958 conseguiu uma nova suplência de deputado federal pela Bahia na legenda do PDC, não chegando a exercer mandato.

Foi ainda delegado da 1ª Central Policial da Bahia e secretário-geral do conselho consultivo da Companhia Siderúrgica Nacional. Filiado à Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e ao Sindicato dos Jornalistas Profissionais de seu estado, foi um dos fundadores da Associação Baiana de Imprensa.

Faleceu em Salvador no dia 4 de maio de 1962.

Foi casado com Eunice Bacelar de Figueiredo, com quem teve dois filhos.

Publicou O açúcar no Brasil; Seabra, o estadista ímpar da República; Rui jornalista; Filósofos de alpercatas, latinistas de chapéu de couro (folclore) e Discursos e palestras.