QUEIRÓS, Amílcar de
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Amílcar Alves de Queirós nasceu em Rio Branco no dia 28 de janeiro de 1936, filho de André Anastácio de Queirós e de Francisca Alves de Queirós.
Cursou a Escola de Agronomia da Amazônia, em Belém, onde se formou engenheiro-agrônomo em 1962. Diretor do departamento agropecuário do Ministério da Agricultura no estado do Acre (1963-1964) e da seção estadual do Instituto Brasileiro de Reforma Agrária (1965-1966), fez o curso de mecânica e engenharia agrícola na Universidade de São Paulo (USP). Membro do Conselho Rodoviário a partir de 1970, estudou planejamento em Recife, tornando-se diretor-executivo da Aruaque, Associação de Poupança e Empréstimo do Acre.
Filiado à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964, elegeu-se deputado federal em novembro de 1978. Titular da Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas, tendo sido relator das despesas da presidência da República no exercício de 1979, e suplente da Comissão do Interior (1979-1981), com o fim do bipartidarismo em novembro de 1979 e a posterior reorganização partidária ingressou no Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena.
Em agosto de 1982 licenciou-se do mandato, sendo substituído pelo suplente Omar Sabino de Paula. De volta à Câmara em setembro, dois meses depois reelegeu-se, passando a integrar a Comissão de Agricultura e Política Rural e, como suplente, a de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas.
Em 25 de abril de 1984 votou contra a emenda Dante de Oliveira, que previa eleições diretas para presidente da República. Derrotada a proposição - faltaram 22 votos para que fosse levada à apreciação do Senado - no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Amílcar de Queirós apoiou o candidato do regime, Paulo Maluf, derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, da Aliança Democrática, uma união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo Neves não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo o cargo interinamente, desde 15 de março deste ano.
Candidato a deputado federal constituinte em novembro de 1986, obteve a segunda suplência, retornando ao Legislativo de junho a setembro de 1990, na vaga do deputado Francisco Diógenes.
Filiado em abril de 1993 ao Partido Progressista Reformador (PPR), resultado da fusão do PDS com o Partido Democrata Cristão (PDC), e em agosto de 1995 ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), formado pelo PPR e o Partido Progressista (PP), em outubro de 1998 concorreu a uma cadeira na Assembleia Legislativa, sem obter sucesso.
Casado com Maria Lavocat de Queirós, teve quatro filhos. Seu sogro, Jorge Lavocat, foi deputado federal pelo Acre (1967-1971).