QUEIRÓS, Volnei
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Volnei Queirós Maciel nasceu em Caruaru (PE) no dia 12 de dezembro de 1972, filho de José Queirós de Lima e Maria do Carmo Maciel Santos Queirós de Lima.
Estagiário do Banco do Brasil em sua cidade natal entre 1988 e 1990, ingressou na Faculdade de Direito de Caruaru em 1992. Nesse ano, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT) e candidatou-se em outubro a uma cadeira na Câmara Municipal de Caruaru. Eleito, tomou posse em janeiro, assumindo em seguida a vice-presidência da mesa diretora da Câmara e a presidência da Comissão de Orçamento e Finanças.
Em outubro de 1994, elegeu-se deputado federal, tendo como base eleitoral os municípios do agreste pernambucano. Renunciou ao cargo de vereador e assumiu em fevereiro de 1995 a cadeira na Câmara dos Deputados. Nesse ano, integrou a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, e assumiu a vice-liderança de seu partido na Câmara.
Em 1995, ao longo do processo de reforma constitucional proposto pelo governo federal, votou contra a quebra do monopólio estatal nas telecomunicações, a extinção do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo, o fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado, a abertura da navegação de cabotagem à concorrência estrangeira e a revisão do conceito de empresa nacional. Não compareceu à votação da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo desvincular 20% da arrecadação de impostos, sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação.
Em junho de 1996, votou a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), tributo de 0,25 % sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a área da saúde.
Em janeiro/fevereiro de 1997, durante a votação da emenda constitucional que instituiu a reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos, Volnei Queirós seguiu a orientação partidária não registrando presença em plenário, como forma de obstruir o andamento dos trabalhos. Ainda em 1997, participou dos trabalhos legislativos como membro titular da Comissão de Educação, Cultura e Desporto.
Durante as votações da reforma da previdência e da administração pública, rejeitou as propostas encaminhadas pelo Executivo federal. Manifestou-se contra a exigência de idade mínima e tempo de contribuição para aposentadoria no setor privado. Recusou a proposta de quebra da estabilidade dos servidores e ausentou-se da sessão que estabeleceu o limite de 1.200 reais para aposentadoria no setor público.
Derrotado nas eleições de outubro de 1998, retirou-se da Câmara dos Deputados ao final da legislatura, em janeiro de 1999. Exerceu, porém, como suplente, durante um breve período, o cargo de deputado federal, em substituição a Sérgio Guerra (PSDB-PE), entre fevereiro de 2001 e abril de 2002. Nas eleições de 2006, conseguiu retornar à Câmara para exercer o mandato por mais quatro anos. Nessa legislatura, foi titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.