RAMALHETE, Ubaldo
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Ubaldo Ramalhete Maia nasceu em Santa Leopoldina (ES) no dia 8 de agosto de 1882, filho de Antônio Ramalhete Maia e de Ana Ramalhete Maia.
Após concluir os estudos primários em Vitória, fez o curso de humanidades no Externato Santos Pinto, bacharelando-se em ciências jurídicas e sociais em 1905 pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro.
Foi promotor público da comarca de Vila de Itapemirim (ES), de onde se transferiu para sua cidade natal, tornando-se depois advogado do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado do Espírito Santo e secretário de Educação do governo estadual.
Eleito segundo vice-presidente do Espírito Santo em fevereiro de 1912, renunciou em dezembro do mesmo ano para candidatar-se à Assembleia Legislativa estadual, da qual fez parte de 1913 a 1915. Foi deputado federal pelo Espírito Santo na legislatura de maio de 1918 a dezembro de 1920 e o primeiro presidente da Associação Espírito-Santense de Imprensa, fundada em dezembro de 1933 por um grupo de jornalistas capixabas empenhados em consolidar no estado os ideais da Revolução de 1930.
No pleito de outubro de 1934, elegeu-se deputado federal por seu estado na legenda do Partido da Lavoura, assumindo o mandato em maio do ano seguinte. Na convenção de maio de 1937 para o lançamento da candidatura de José Américo à presidência da República, nas eleições previstas para 1938, foi delegado das Oposições Coligadas de seu estado. Permaneceu na Câmara até novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu todos os órgãos legislativos do país.
Depois da queda de Getúlio Vargas (29/10/1945), no período em que os estados foram governados por interventores, assumiu em julho de 1946 a interventoria no Espírito Santo em substituição a Aristides Alexandre Campos.
Membro do Instituto dos Advogados do Espírito Santo, do Instituto Histórico de seu estado, do Clube dos Advogados, do Instituto Brasileiro de Cultura e do Instituto de Cultura Política, foi também redator do Diário da Manhã e proprietário de A Tribuna, além de colaborador de diversos jornais do Espírito Santo.
Faleceu no dia 18 de junho de 1950.
Foi casado com Acidália Lélis Ramalhete, com quem teve quatro filhos.