RAMOS, Clemir
| Tipo | Biográfico |
|---|---|
| Cargos |
|
Clemir da Silva Ramos nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 20 de dezembro de 1949, filho de Manuel da Silva Ramos e de Luísa Ida Mazza Ramos.
Em 1974, formou-se em ciências jurídicas e sociais pela Universidade do Estado da Guanabara (UEG). Filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e nesta legenda foi eleito vereador no Rio de Janeiro em novembro de 1976. Empossado em fevereiro seguinte, foi presidente da Comissão de Servidor Público. Em 1979, foi vice-líder do MDB.
Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a organização de novas agremiações, filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em setembro do ano seguinte, teve o mandato municipal prorrogado por dois anos pelo Congresso Nacional, como ocorreu com todos os prefeitos e vereadores.
Líder da bancada pedetista, em novembro de 1982 foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro. Renunciou ao mandato de vereador e foi empossado na Câmara em fevereiro de 1983, tornando-se membro da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Educação e Cultura da Casa.
Em 25 de abril de 1984, votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que previa a realização de eleições diretas para a presidência da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve a votação necessária para ser encaminhada ao Senado Federal, decidiu apoiar, no Colégio Eleitoral reunido a 15 de janeiro de 1985, o candidato Tancredo Neves, lançado pela Aliança Democrática, coligação do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) denominada Frente Liberal.
Gravemente doente, Tancredo não chegou a ser empossado, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Foi substituído na presidência por seu vice José Sarney, que vinha ocupando o cargo interinamente desde 15 de março.
No pleito de novembro de 1986, Clemir Ramos candidatou-se à reeleição pelo PDT, mas obteve apenas uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao findar o seu mandato. Nas eleições de outubro de 1990, 1994 e 1998, voltou a candidatar-se a deputado federal na legenda do PDT, mas também não conseguiu se eleger.
Casou-se com Léa Maria Cortez Diniz Rocha Lima da Silva Ramos, com quem teve um filho.