REGO, Pedro da Costa
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Pedro da Costa Rego nasceu em Pilar (AL) no dia 12 de março de 1889, filho de Pedro da Costa Rego e de Rosa de Oliveira Costa Rego. Seu irmão, dom Rosalevo Costa Rego, foi bispo auxiliar do Rio de Janeiro. Escreveu sob o pseudônimo de Bárbara Heliodora.
Em 1900 transferiu-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde cursou o ginasial no Colégio São Bento, no mosteiro homônimo, concluindo-o em 1906.
No ano seguinte iniciou-se na carreira jornalística como colaborador da Gazeta de Notícias e do Correio da Manhã, ambos no Rio de Janeiro, trabalhando como revisor e depois como repórter e ascendendo progressivamente na hierarquia do jornal. Em 1912 participou do movimento revolucionário que levou Clodoaldo da Fonseca ao governo de Alagoas, tornando-se nesse mesmo ano secretário de Agricultura daquele estado.
Elegeu-se deputado federal por Alagoas na legenda do Partido Democrático de seu estado em 1915 e 1918. Após o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918), viajou em 1919 para Paris como representante do Correio da Manhã a fim de acompanhar os trabalhos da Conferência da Paz. Durante o governo do presidente Epitácio Pessoa (1918-1922) representou o estado de Alagoas na Conferência de Fixação de Limites entre os Estados, convocada pelo próprio presidente da República. Reeleito deputado federal em 1921, integrou a Comissão de Instrução Pública da Câmara e foi segundo-secretário da mesa, bem como líder da bancada de seu partido. Em 1923 tornou-se redator-chefe do Correio da Manhã, função que exerceria pelo resto de sua vida com algumas interrupções.
Deixando a Câmara Federal em dezembro de 1923, elegeu-se em 1924 governador de Alagoas em substituição a José Fernando de Barros. Exerceu o cargo até 1928, quando foi substituído por Álvaro Correia Pais. Ainda nesse ano ocupou de outubro a dezembro uma cadeira na Câmara dos Deputados, elegendo-se no ano seguinte senador por Alagoas. Entretanto, teve o mandato interrompido após a Revolução de 1930, que dissolveu os órgãos legislativos do país.
Participou em dezembro de 1932 da fundação do Partido Economista Democrático de Alagoas, cuja comissão diretora integrou. Estruturada a partir da reorganização do Partido Democrata desse estado com o objetivo de concorrer às eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, a agremiação não logrou eleger sequer um único deputado. Nessa ocasião, Pedro da Costa Rego criou uma coluna no Correio da Manhã, na qual defendia o federalismo e criticava o governo revolucionário. Dividida em duas partes, a segunda recebeu o título de “Juízo dos feitos da Fazenda revolucionária”. Aí eram denunciados gastos indevidos feitos em diversos pontos do país, numa crítica evidente à atuação de Osvaldo Aranha à frente do Ministério da Fazenda. A censura passou a vigiar Costa Rego que, em tom irônico, insinuava satisfação pelo fato de ter o censor como leitor assíduo, pedindo a Getúlio Vargas que mantivesse essa situação.
Em 1935 reelegeu-se senador com os votos dos deputados constituintes alagoanos na legenda do Partido Progressista de Alagoas. Em maio de 1937 representou o seu partido na convenção para lançamento da candidatura situacionista de José Américo de Almeida à sucessão presidencial prevista para o ano seguinte. Teve o mandato interrompido pela instalação do Estado Novo em novembro de 1937. No ano seguinte integrou a delegação brasileira à Conferência Pan-Americana de Lima, no Peru.
Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) integrou o conselho consultivo da Coordenação da Mobilização Econômica, órgão criado em setembro de 1942 com o objetivo de orientar a economia de guerra, e extinto em dezembro de 1945. Em dezembro de 1944 integrou a delegação brasileira à VIII Conferência Pan-Americana, realizada em Lima.
Iniciado o processo de desagregação do Estado Novo, participou em abril de 1945 da primeira reunião do diretório nacional da União Democrática Nacional (UDN), na qual foram nomeadas as comissões para a elaboração do projeto de estatutos do partido. Foi designado na ocasião para integrar a comissão de estudos administrativos e financeiros.
Em 1951 atuou como delegado brasileiro à Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.
Colaborou em O Século, jornal carioca, tendo sido também diretor do Banco de Crédito e Comércio de Minas Gerais.
Sócio da Associação Brasileira de Imprensa, pertenceu ainda à Câmara de Reajustamento Econômico.
Faleceu na cidade do Rio de Janeiro em 1954.
Casou-se com Alzira Costa Rego, com quem teve quatro filhas.
Publicou Águas passadas (crônicas e ensaio).