BALBI, Filipe
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Filipe Balbi nasceu em Santana do Sapé (MG), então distrito de Ubá e atual Guidoval, no dia 21 de março de 1886, filho de Caetano Balbi e de Maria Cornélia dos Anjos Balbi.
Fez o curso secundário no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e diplomou-se pela Faculdade Nacional de Medicina em 1912. Já formado, passou a clinicar em Ubá e, entre 1919 e 1920, foi membro da Comissão Rockefeller, voltada para a execução de programas de saúde pública.
Iniciou sua carreira política como vereador em Ubá, tendo sido eleito em 1927. Em outubro de 1934, elegeu-se deputado à Assembleia Constituinte mineira e à primeira legislatura da Assembleia Legislativa estadual após a Revolução de 1930 (1935-1937) pelo Partido Progressista. Cumpriu o mandato de maio de 1935 até 10 de novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo (1937-1945) suprimiu todas as câmaras legislativas do país. Após o golpe de 10 de novembro, voltou a clinicar em Ubá, exercendo ainda a função de inspetor de ensino.
Com o fim do regime ditatorial, em outubro de 1945, retomou a carreira política. Nas eleições gerais de dezembro seguinte, liderou, ao lado de José André de Almeida e Juarez de Sousa do Carmo, a campanha presidencial do brigadeiro José Eduardo Gomes, da União Democrática Nacional (UDN), na Zona da Mata mineira. No mesmo pleito, candidatou-se à Assembleia Nacional Constituinte (ANC) pela legenda do Partido Republicano (PR), do qual fora, também em 1945, um dos fundadores em Minas. Eleito, iniciou o mandato em 5 de fevereiro de 1946, tendo participado da elaboração da Constituição promulgada em setembro do mesmo ano. Em seguida, com a transformação da Constituinte em Congresso ordinário, ocupou a cadeira de deputado federal até janeiro de 1951, tendo sido candidato à reeleição em outubro de 1950, sem, contudo, ter logrado êxito. Durante sua passagem pela Câmara, pertencera à Comissão Permanente de Tomada de Contas.
Diretor do Banco Hipotecário e Agrícola do Estado de Minas Gerais S.A. desde 1950, em outubro de 1954 candidatou-se a uma vaga na Câmara Federal pela legenda do PR, mas não foi bem-sucedido. Nomeado chefe de polícia de Minas Gerais pelo governador Clóvis Salgado da Gama (1955-1956), em outubro de 1958, tentou nova indicação à Câmara, porém, mais uma vez, conquistou apenas uma suplência.
Além do Partido Progressista e do PR, foi também membro do Partido Republicano Mineiro (PRM).
Filipe Balbi faleceu em Ubá em dezembro de 1970.
Era casado com Matilde Rocha Balbi.