RIBEIRO, Eduardo Valente de Azevedo

Eduardo Valente de Azevedo Ribeiro nasceu em Belém no dia 30 de setembro de 1900, filho do médico e senador Isidoro Azevedo Ribeiro e de Sirena Valente de Azevedo Ribeiro.

Fez os cursos primário e secundário em Belém, ingressando em seguida na Faculdade de Odontologia. Diplomando-se dentista, matriculou-se na Faculdade de Medicina e Cirurgia do Pará, pela qual se formou em 1931. Dedicando-se à literatura paralelamente a seus estudos médicos, em 8 de junho de 1929, foi admitido na Academia Paraense de Letras.

No Hospital da Santa Casa de Misericórdia de Belém, ao longo de seu curso de medicina atuou inicialmente como acadêmico interno adjunto. Médico formado, tornou-se chefe de clínica daquele hospital.

No magistério, foi professor de medicina legal na antiga Faculdade de Direito do Pará, alcançando a livre-docência em 1937, com a defesa da tese Endocrinologia criminal. No ano seguinte, participou do I Congresso Pan-Americano de Endocrinologia, realizado no Rio de Janeiro. Lecionou ainda no Colégio Santo Antonio, tornando-se em 1944 diretor do Ginásio Pais de Carvalho. Dois anos depois passou a atuar na Secretaria de Educação e Cultura. Neste período, entre 1940 e 1945, presidiu a Academia Paraense de Letras.

Neste último ano, no pleito de dezembro, foi eleito suplente do senador Joaquim de Magalhães Cardoso Barata pelo Pará, à Assembleia Nacional Constituinte, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). Já após a transformação da Constituinte em Congresso ordinário e com o afastamento de Magalhães Barata entre setembro de 1947 e fevereiro de 1948, ocupou uma cadeira no Senado. E, novamente de abril a dezembro de 1950, quando Magalhães Barata candidatou-se ao governo do estado paraense no pleito de outubro daquele ano, sendo derrotado por Zacarias Assunção.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, Eduardo de Azevedo defendeu no Senado a federalização da Faculdade de Farmácia do Pará; e como provedor da Santa Casa de Misericórdia, conseguiu verbas para o seu hospital. Durante sua administração naquele órgão, construiu um pensionato, reformou e equipou 11 enfermarias, instalou um isolamento para doentes portadores de doenças infectocontagiosas e um gerador de eletricidade; além de ter melhorado as condições de trabalho dos médicos e acadêmicos adjuntos.

No Rio, continuou exercendo a medicina no Serviço Social da Indústria (Sesi); como fundador e chefe de clínica do Hospital de Bonsucesso e do Samdu, e consultor da Secretaria Regional de Medicina Social do Instuto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS), cargo que ocupou até seu falecimento.

Amigo pessoal do presidente da República, Eurico Gaspar Dutra (1946-1951) era sempre solicitado, no período daquele governo, a opinar sobre assuntos relativos à região amazônica.

Eduardo de Azevedo Ribeiro foi também psiquiatra, tendo dirigido o Hospital Juliano Moreira em Belém, organizado anteriormente por seu pai; e membro do Instituto Paraense de História da Medicina, ocupando a cadeira cujo patrono, era seu pai.

Faleceu no Rio de Janeiro em 30 de setembro de 1978, vítima de um acidente de automóvel.

Era casado com Maria Luíza Pinto de Azevedo Ribeiro, com quem teve oito filhos.

Publicou Contribuição ao estudo da hipertensão arterial permanente (1934), Casos clínicos (1938); e, na área de literatura, Fogo sagrado (1929).