RIPPOL, Valdemar
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Valdemar Rippol nasceu no Rio Grande do Sul em 1906.
Advogado, foi redator do jornal Estado do Rio Grande até julho de 1932. Segundo chefe do Partido Libertador (PL) e integrante do comitê da Revolução Constitucionalista de 1932 juntamente com Antônio Borges de Medeiros, Raul Pilla e Lindolfo Collor, participou desse movimento, especialmente do levante de Vacaria (RS). Derrotado, foi preso em Porto Alegre, sendo em novembro do mesmo ano deportado para a Europa por ordem do Governo Provisório. Deixou Portugal em 1933 e, após passar pelo Chile, instalou-se em Rivera, no Uruguai, onde foram realizadas conferências da Frente Única Gaúcha (FUG), assistidas por exilados e por membros dessa organização vindos do Rio Grande do Sul.
No dia 31 de janeiro de 1934 foi assassinado a machadadas em Rivera enquanto dormia. Sobre o caso foram levantadas duas versões: na primeira o acusado do assassinato, Pedro Borges, teria cumprido ordens de Camilo Alves da Silva, o qual, por sua vez, teria encontrado guarida na casa do irmão do interventor gaúcho José Antônio Flores da Cunha; na segunda, o assassino seria um oficial brasileiro que coincidentemente era capataz da fazenda do irmão de Flores da Cunha.
O processo não chegou a nenhuma conclusão clara, criando-se assim um mártir, usado pela FUG na campanha eleitoral de 1934 e no combate ao interventor Flores da Cunha.
Sobre o crime, Antônio Amorós publicou Caudillismo salvaje (1939).