BALTAR, Antônio
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Antônio Bezerra Baltar nasceu em Recife no dia 16 de agosto de 1915, filho de Abelardo Ferreira Baltar e de Otília de Andrade Bezerra Baltar.
Estudou no Colégio Nóbrega, ingressando depois na Escola de Engenharia da Universidade do Recife, pela qual se formou em 1938.
Engenheiro do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Pernambuco de 1939 a 1943, da Associação Brasileira de Cimento Portland e do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem, lecionou no curso de arquitetura da Escola da Belas-Artes de Pernambuco e na Escola de Engenharia onde estudara. Tornou-se depois professor catedrático dos dois estabelecimentos.
No pleito de outubro de 1958, elegeu-se suplente do senador Antônio de Barros Carvalho na legenda das Oposições Coligadas Unidas de Pernambuco, coligação composta pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), a União Democrática Nacional (UDN), o Partido Social Progressista (PSP), o Partido Trabalhista Nacional (PTN) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Convocado, exerceu o mandato de 20 de junho de 1960 a 1º de fevereiro de 1961, período em que Barros Carvalho ocupou a pasta da Agricultura, no final do governo de Juscelino Kubitschek.
Deixando o Senado, retornou ao magistério superior em Pernambuco até ser aposentado pelo Ato Institucional nº 1, baixado em 9 de abril de 1964, pelo regime militar recém-instalado e que afastara do poder o presidente João Goulart (1961-1964). Em 1965, atendendo a convite de técnicos da Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), transferiu-se para Santiago do Chile, sede da entidade. Aí permaneceu até 1977, quando se aposentou. Nesse mesmo ano, fixou residência no Canadá, onde ficou até 1981. De volta ao Brasil ainda em 1981 - já beneficiado pela lei da anistia decretada pelo presidente da República, general João Batista Figjueiredo, em agosto de 1979 -, foi reintegrado aos quadros da Universidade Federal de Pernambuco (UFPe), onde lecionou até 1983. Neste ano, aposentou-se por idade.
No final da década de 1990, foi eleito professor emérito da UFPE pelo Conselho Técnico-Administrativo da instituição.
Foi casado com Maria Isaura de Andrade Lima Baltar, já falecida, com quem teve sete filhos.
Além de discursos, conferências, teses e relatórios, publicou inúmeras obras sobre arquitetura, urbanismo e engenharia.