BANDEIRA, Udson

Udson Coelho Bandeira nasceu em Formoso do Araguaia (TO), então no estado de Goiás, no dia 1º de janeiro de 1967, filho de Domingos Pereira Coelho e de Maria de Jesus Bandeira Coelho.

Estudou na Faculdade de Comunicação Social da Universidade de Uberaba em Minas Gerais, onde formou-se em 1989. Durante o curso, presidiu o diretório acadêmico de Comunicação Social em 1985 e foi vice-presidente do diretório central dos estudantes em 1987.

Após a criação do estado do Tocantins pela Constituição de 1988, através do desmembramento do estado de Goiás, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) em 1990, e no pleito de outubro do mesmo ano foi eleito deputado estadual por este estado. Assumiu a cadeira na Assembleia Legislativa em fevereiro de 1991, tendo sido presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Companhia de Energia Elétrica do Estado de Tocantins, da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, e da Comissão de Agricultura. Exerceu em 1994 a liderança do PMDB na Assembleia Legislativa.

Eleito deputado federal em outubro de 1994 – obteve a maioria dos votos em suas bases eleitorais nos municípios de Formoso do Araguaia e Gurupi –, foi empossado em fevereiro de 1995. Nessa legislatura, integrou como titular as comissões de Agricultura e Política Rural e de Constituição e Justiça. Durante as votações da proposta de reforma constitucional encaminhada pelo governo de Fernando Henrique Cardoso, votou a favor do fim do monopólio dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado, da abertura da navegação de cabotagem a embarcações estrangeiras, da prorrogação do Fundo Social de Emergência. Votou contra o fim do monopólio estatal das telecomunicações e do monopólio da Petrobrás na exploração do petróleo.

Foi também favorável à reforma da previdência aprovada em março de 1996. Segundo a imprensa, nesta votação, o voto de Udson Bandeira foi assegurado após liberação de verbas por parte do governo para prefeituras ligadas ao PMDB de Tocantins.

Entre maio e setembro de 1996, licenciou-se para tratamento de saúde, sendo substituído por Eudoro Pedrosa. Em janeiro de 1997, ausentou-se da votação da emenda da reeleição para presidente, governadores e prefeitos, votando a favor da mesma no segundo turno, em fevereiro. Em novembro do mesmo ano, pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa. Integrou, ainda em 1997, as comissões de Ciência e Tecnologia e de Comunicação e Informática.

No pleito de outubro de 1998 candidatou-se a deputado federal pelo PMDB, não sendo, contudo, reeleito. No mês seguinte, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1999, ao término da legislatura. Ainda em 1999, tornou-se assessor parlamentar do Ministério da Justiça.

Casou-se com Cristiana Montelo Sousa Bandeira, com quem teve um filho.