RUPP JÚNIOR, Henrique
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Henrique Rupp Júnior nasceu em Campos Novos (SC) no dia 27 de março de 1880, filho de Henrique Rupp, natural da Alemanha, e de Ema Rupp. Seu pai foi deputado estadual entre 1901 e 1906.
Fez o curso de humanidades no Ginásio Nossa Senhora da Conceição, em São Leopoldo (RS). Ingressou na Faculdade de Direito de Porto Alegre e, em sua vida universitária, fundou o jornal A Justiça, órgão oficial da Federação dos Estudantes do Rio Grande do Sul. Formou-se em 1907, numa turma que ficou conhecida como a “geração de 1907”, da qual se destacaria Getúlio Vargas.
De volta ao estado natal, fundou o jornal A Vanguarda. Trabalhou como redator no jornal O Dia no período de 1908 a 1910. Em maio de 1915 fez circular o primeiro número de O Estado, que dirigiria até 1917. Ainda em 1915, tornou-se deputado estadual em Santa Catarina, reelegendo-se sucessivamente até 1923.
Após participar, em seu estado, da Revolução de 1930, tornou-se presidente provisório da Legião Republicana Catarinense, que ajudou a fundar em abril de 1931 para divulgar os princípios da revolução vitoriosa, e que tinha como meta integrar-se numa futura legião nacional. Para concorrer às eleições para a Assembleia Nacional Constituinte, realizadas em maio de 1933, a Legião Republicana uniu-se ao Partido Republicano de Santa Catarina, formando a Coligação Republicana por Santa Catarina, em cuja legenda elegeu-se Adolfo Konder, ficando Rupp Júnior com a primeira suplência. Depois desse período, a legião não teve mais atuação política e Rupp Júnior aderiu ao Partido Republicano, do qual se tornou membro de destaque.
Em 1934, o PR congregou antigos políticos catarinenses, formando a Reação Republicana - que Rupp Júnior liderou ao lado de Adolfo Konder e do interventor no estado Aristiliano Ramos - para concorrer às eleições de outubro. Nesse pleito, Rupp Júnior elegeu-se deputado federal por Santa Catarina, assumindo o mandato em maio de 1935 e exercendo-o até novembro de 1937, quando instaurou-se o Estado Novo e foram suprimidos os órgãos legislativos do país.
Com a desagregação do Estado Novo, ao qual fez oposição, e a redemocratização do país, participou em abril de 1945 - juntamente com Adolfo Konder, Aristiliano Ramos e outros - da fundação da União Democrática Nacional (UDN). Concorreu no pleito suplementar de janeiro de 1947 a deputado federal na legenda da UDN, mas obteve a primeira suplência, não chegando a exercer o mandato.
Foi também professor, diretor e um dos fundadores da Faculdade de Direito de Santa Catarina. Advogado, trabalhou como promotor público no município de Curitibanos (SC). Foi ainda chefe de polícia, diretor da Sociedade Colonizadora Hanseática e fundador do vespertino A Pátria.
Faleceu em Florianópolis, em 21 de junho de 1959.
Era casado com Maria Assunção Rupp, com quem teve seis filhos.