SÁ, B
| Tipo | Biográfico |
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| Cargos |
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| Autor(es) | Giana Araújo, Alan Carneiro |
Benedito de Carvalho Sá nasceu em Oeiras (PI) no dia 27 de dezembro de 1946, filho de Raimundo Nogueira de Sá e de Elizabete de Carvalho Sá.
Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), no Recife, em 1971, e fez pós-graduação no Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), concluída em 1976.
Iniciou a carreira política filiando-se em 1980 ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sob cuja legenda se elegeu prefeito de Oeiras, no pleito de novembro de 1982. Assumindo a chefia do Executivo municipal em 1º de janeiro de 1983, foi beneficiado com a prorrogação dos mandatos de prefeitos e vereadores, para que as eleições municipais ocorressem em data diferente das demais, e exerceu o mandato até 1º de janeiro de 1989.
No governo de Alberto Silva (1987-1991), de março de 1989 a março de 1990, exerceu a Secretaria Estadual de Saúde e desincompatibilizou-se do cargo para concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Em outubro de 1990, filiado ao Partido Democrático Social (PDS), e pela coligação desse com o Partido da Frente Liberal (PFL), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Social Cristão (PSC), elegeu-se deputado federal com 63.398 votos, a segunda maior votação do estado. Assumiu o mandato em fevereiro de 1991, participou como titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e, como suplente, da Comissão de Seguridade Social e Família.
Na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, já filiado ao Partido Trabalhista Renovador (PTR), B. Sá votou a favor do impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.
Em fevereiro de 1993, eleito quarto-secretário da Câmara, filiou-se ao Partido Progressista (PP), resultado da fusão do PTR com o Partido Social-Trabalhista (PST). Durante a legislatura, foi titular da Comissão Mista Representativa e suplente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, votou a favor da criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (CPMF) - o chamado imposto do cheque - e do Fundo Social de Emergência (FSE).
No pleito de outubro de 1994, na legenda do PP coligado ao Partido Progressista Reformador (PPR), ao PTB, ao Partido Liberal (PL) e ao PFL, reelegeu-se deputado federal, repetindo a segunda maior votação do estado, com 74.982.
Titular da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias e suplente da Comissão de Educação, Cultura e Desporto, em agosto de 1995 filiou-se ao Partido da Social-Democracia Brasileira (PSDB).
Ao longo do ano, votou a favor da extinção do monopólio nos setores de telecomunicações, exploração de petróleo, distribuição de gás canalizado pelos estados e navegação de cabotagem; do novo conceito de empresa nacional; e da prorrogação do Fundo Social de Emergência, rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF).
Em 1996, foi titular das comissões de Trabalho, Administração e Serviço Público e de Desenvolvimento Urbano, e suplente da Comissão de Seguridade Social e Família, fez parte das comissões especiais que trataram da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da inelegibilidade de parentes. Em plenário, votou a favor da criação da CPMF, em substituição ao IPMF.
Em janeiro de 1997, votou a favor do projeto de emenda constitucional que permitia a reeleição do presidente da República, governadores e prefeitos, e da quebra da estabilidade do servidor público.
Em outubro de 1998, na legenda do PSDB, conquistou o terceiro mandato de deputado federal. Em novembro, votou a favor do projeto de reforma da Previdência, proposto pelo governo, estabelecendo o teto de 1.200 reais, para aposentadorias no setor público, e idade mínima e tempo de contribuição, para o setor privado. Em fevereiro de 1999, iniciou novo período legislativo. Em janeiro de 2000, votou a favor da criação da Lei de Responsabilidade Fiscal e, em outubro, concorreu ao mandato de prefeito de Oeiras na legenda do PSDB, mas não teve sucesso. Ainda nessa legislatura, votou a favor da prorrogação da CPMF.
Reeleito em outubro desse ano, foi empossado em fevereiro de 2003. Ainda nesse ano, filiou-se ao Partido Popular Socialista (PPS) e votou a favor das emendas constitucionais de reforma da previdência e reforma tributária, propostas pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003-).
Foi titular da Comissão de Constituição e Justiça e de Redação, da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Comissão de Minas e Energia, da Comissão de Seguridade Social e Família e da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.
Em 2005, deixou o PPS e ingressou no Partido Socialista Brasileiro (PSB). Em outubro de 2006, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara dos Deputados abriu processo por quebra de decoro parlamentar contra B. Sá, que seria arquivado. Nesse mesmo mês, candidatou-se novamente a deputado federal pelo estado do Piauí, na legenda do PSB, tendo alcançado a primeira-suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 2007, no fim da legislatura.
Ainda nesse ano, assumiu o cargo de assessor especial do governo do Piauí, a convite do governador Wellington Dias (2003-). Com o afastamento do titular, Antônio José Medeiros, em agosto de 2007, B. Sá assumiu o mandato de deputado federal e foi titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.
Em outubro de 2008, foi eleito prefeito de Oeiras na legenda do PSB. Renunciou ao mandato de deputado federal em dezembro e no dia 1º de janeiro de 2009 foi empossado na prefeitura de Oeiras.
Em julho de 2010, teve o mandato cassado pela Justiça Eleitoral, que o acusou de compra de votos no pleito de 2008.
Foi nomeado pelo governador piauiense Wilson Martins e assumiu, em Janeiro de 2011, a Superintendência de Representação do Piauí em Brasília.
B. Sá foi professor titular da cadeira de neurologia na Universidade Federal do Piauí (UFPI).
Casado com Odimércia Araújo Costa Reis Sá e teve quatro filhos, entre os quais, Lukano Sá, eleito prefeito de Oeiras em 2012.
Publicou, em coautoria, Democracia feita em casa (1985).