SAMPAIO, Mário Orlando Ribeiro

Mário Orlando Ribeiro Sampaio nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 2 de setembro de 1924, filho do general de exército Raimundo Sampaio e de Maria da Conceição Ribeiro Sampaio.

Sentou praça em março de 1942, em São Paulo, na Escola Preparatória de Cadetes, saindo aspirante a oficial na arma de cavalaria em agosto de 1945. Em novembro deste mesmo ano obteve a patente de segundo-tenente, tendo chegado a primeiro-tenente em dezembro de 1947. Capitão desde julho de 1951, cursou, nos anos de 1953 e 1954, a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais (ESAO), tendo ingressado na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (ECEME) em 1956. Concluiu este curso no ano de 1958, já como major, patente à qual fora promovido em abril de 1957. De janeiro a novembro de 1959 comandou a 4ª Divisão de Cavalaria, tendo assumido neste mesmo mês o comando da 9ª Região Militar. Em janeiro de 1961 deixou o cargo para assumir, no mês seguinte, a Diretoria de Instrução do Exército, onde permaneceu até setembro deste mesmo ano.

Secretário geral do Conselho de Segurança Nacional de setembro de 1961 a agosto de 1963, em 1962 esteve na República Federal da Alemanha, onde frequentou o curso de aperfeiçoamento de informações. Serviu no Estado-Maior do Exército de agosto de 1963 até abril de 1964, quando, após a deposição do presidente João Goulart (1962 - 1964), foi designado para servir na chefia da Secretaria do Serviço Nacional de Informações (SNI), na qual permaneceria até março de 1968. Tenente-coronel em abril de 1965, em 1968 fez o curso de informações da Escola Superior de Guerra (ESG). Passou a coronel em abril de 1970, vindo a comandar o Regimento de Reconhecimento Mecanizado de julho deste ano até dezembro de 1971. Passou para o comando do 15º Regimento de Cavalaria Mecanizado, de janeiro de 1972 a fevereiro de 1973. Voltou à chefia da Secretaria do SNI, em março de 1973, cargo em que permaneceu até dezembro de 1975. Adido das forças armadas na embaixada brasileira no Egito entre janeiro de 1976 e janeiro de 1978, regressou em seguida ao Brasil, tendo sido promovido a general de brigada em março deste ano.

Em fevereiro de 1980, assumiu o comando da 4ª Região Militar, em Juiz de Fora (MG), cargo que havia sido ocupado por seu pai, 40 anos antes, deixando o comando da 8ª Brigada Mecanizada, em Pelotas (RS). Em novembro de 1983 ascendeu a general-de-divisão. Nesta patente, em janeiro de 1985, foi designado comandante militar do Planalto, em substituição ao general Newton Cruz. Comentando as eleições para a Assembleia Nacional Constituinte marcadas para novembro de 1986, que reiterava o fim do ciclo de presidentes militares inaugurado em 1964 e encerrado com posse de José Sarney em março de 1985, declarou que elas marcavam apenas o fim de uma etapa, pois nada mudaria após a transferência do poder aos civis. Afinal, a “norma de conduta” do Exército sempre havia sido “o respeito à Constituição”. Deixou a chefia do Comando Militar do Planalto em novembro de 1986, passando-a ao general Pedro Luís de Araújo Braga.

Ao longo de sua carreira militar, foi instrutor da Escola de Sargentos das Armas e da Academia Militar das Agulhas Negras. Foi ainda representante do Estado-Maior do Exército no conselho diretor do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Como oficial general, foi chefe do Centro de Informações do Exército, diretor de Patrimônio e comandante do CMP/11ª Região Militar.

Casou-se com Elvira Sampaio.