SANTA CRUZ, Osório

Osório Leão Santa Cruz nasceu em Rio Verde (GO), no dia 21 de agosto de 1941, filho de Felipe Santa Cruz Serradourada e de Osória Leão Santa Cruz.

Formado em economia pela Universidade Católica de Goiás em 1968, elegeu-se vereador de Rio Verde em novembro de 1970. Três anos depois participou da fundação do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) no município e sob sua legenda tornou-se vice-prefeito (1974-1978). No pleito de novembro de 1978 elegeu-se deputado estadual, novamente pelo MDB. Titular da Comissão de Agricultura, ocupou a presidência da Assembleia Legislativa.

Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a consequente reformulação partidária, transferiu-se para o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB, elegendo-se prefeito de Rio Verde (1982-1988). No exercício do cargo filiou-se ao recém-fundado Partido Democrata Cristão (PDC).

No pleito de outubro de 1990 conquistou uma cadeira de deputado federal pela legenda do PDC. Titular da Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior, na sessão da Câmara dos Deputados de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

No pleito de 1992, foi novamente eleito prefeito do município de Rio Verde e, por esse motivo, renunciou ao cargo de deputado federal antes de completar seu mandato. Deixou a prefeitura em 1996 e a partir de então se afastou da vida pública.

Em 2008, foi condenado pela Justiça Federal por envolvimento no esquema de fraudes contra o Banco do Estado de Goiás (BEG), que ocorreu durante a gestão Aires Neto Campos Ferreira na presidência do BEG, de dezembro de 1993 a agosto de 1994, período em que Santa Cruz encontrava-se a frente da prefeitura de Rio Verde. O ex-presidente do banco e mais 6 acusados, dentre os quais Osório Santa Cruz, foram enquadrados na “Lei do Colarinho Branco” e condenados à prisão e penas pecuniárias. A pena aplicada a Osório Santa Cruz foi de dois anos e seis meses de prisão, além de pagamento de dezessete salários mínimos em valores da época.

Casado com Maria Aparecida Santa Cruz, teve cinco filhos.