BARBOSA, Luís

Luís Barbosa Alves nasceu em Lavras da Mangabeira (CE) no dia 26 de fevereiro de 1953, filho de Plácido Alves Figueiredo e de Edite Alves Barbosa.

Estabeleceu sua vida profissional no então território de Roraima, onde foi diretor-presidente da Tabela Engenharia Ltda., em 1978, do Hotel Uiramutam Ltda., em 1986, e da Tabela Veículo Ltda., em 1991, empreendimentos localizados em Boa Vista, tendo dirigido a Associação Comercial local entre 1992 e 1994.

Em 1993 ingressou no Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), em cuja legenda foi eleito, no pleito de outubro de 1994, deputado federal pelo já estado de Roraima, obtendo a maioria dos votos nas suas bases eleitorais de Boa Vista e do município de São João da Baliza. Empossado em fevereiro de 1995, em agosto seguinte, com a criação do Partido Progressista Brasileiro (PPB), pela fusão do Partido Progressista Renovador (PPR) com o Partido Progressista (PP), transferiu-se para a nova agremiação, tendo integrado, ainda no mesmo ano, a Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados.

Por ocasião da votação das emendas à Constituição, a serem regulamentadas por lei, posicionou-se a favor da quebra do monopólio estatal das telecomunicações, da Petrobras na exploração do petróleo, dos governos estaduais na distribuição de gás canalizado e do fim das diferenciações legais entre empresas brasileiras e estrangeiras. Votou favoravelmente à prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), sob o nome de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia que o governo gastasse 20% da arrecadação de impostos sem vinculá-los obrigatoriamente aos setores de saúde e educação.

Em junho de 1996 posicionou-se a favor da criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), imposto de 0,2% sobre transações bancárias instituído como fonte complementar de recursos para a saúde, e que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF).

No ano de 1997 votou a favor da quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa, e da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos, em primeiro turno, no mês de janeiro, ratificando sua posição no segundo turno, em fevereiro.

No pleito de outubro de 1998, candidatou-se a deputado federal, ainda na legenda do PPB, não obtendo êxito. Em novembro, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias do setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1999, ao final da legislatura.

Em 2002, candidatou-se a deputado federal pelo estado de Roraima, desta vez pela legenda do Partido da Frente Liberal (PFL), e obteve uma suplência. Repetiu o feito quatro anos depois.

Casou-se com Cecília Maria de Castro Alves, com quem teve três filhos.