SANTOS, Lauro Faria

Lauro Faria Santos nasceu em São Mateus (ES) no dia 26 de setembro de 1895, filho de Mateus Faria Santos e de Eleozina Faria Santos.

Iniciou seus estudos em sua terra natal, transferindo-se depois para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, onde bacharelou-se pela Faculdade Livre de Direito em dezembro de 1918.

Na campanha para as eleições presidenciais de abril de 1919 apoiou a candidatura de Rui Barbosa, que disputava a presidência da República com Epitácio Pessoa que foi, afinal, eleito.

Proprietário de terras no Espírito Santo, advogou, logo depois de formado, nas comarcas de Domingos Martins (ES), onde exerceu a promotoria pública em 1919, e de Santa Leopoldina (ES), onde, em 1921, além de promotor público, ocupou o cargo de prefeito.

Militante do Partido Republicano (PR) do Espírito Santo, tomou parte na campanha da Reação Republicana, movimento que promoveu, em 1921-1922, a candidatura de Nilo Peçanha à presidência da República em oposição à de Artur Bernardes, afinal eleito em março deste último ano.

Eleito vereador em Santa Leopoldina, exerceu a presidência da Câmara Municipal entre 1925 e 1930, período em que foi também deputado à Assembleia Legislativa no Espírito Santo. Por ocasião da campanha da Aliança Liberal (1929-1930), apoiou a candidatura de Júlio Prestes à presidência da República. Em 1932 apoiou, em seu estado, a causa sustentada por São Paulo na Revolução Constitucionalista. Em maio do ano seguinte foi eleito primeiro suplente de deputado à Assembleia Nacional Constituinte pelo Espírito Santo, na legenda do Partido da Lavoura. Em janeiro de 1934 assumiu uma cadeira na Assembleia. Participou dos trabalhos constituintes e, após a promulgação da nova Carta (16/7/1934) e a eleição do presidente da República no dia seguinte, teve seu mandato prorrogado até maio de 1935.

Foi ainda advogado em Vitória e delegado de instrução nos municípios de Domingos Martins e Santa Leopoldina. Dedicou-se ao jornalismo, tendo sido colaborador no jornal O Comércio, órgão oficial de Santa Leopoldina, e em jornais da capital do estado. Foi membro da Ordem dos Advogados do Espírito Santo, onde exerceu a função de tesoureiro.

Casou-se com Iolanda Monjardino Faria Santos.