SAUER, Harry

Harry Alziro Sauer nasceu em Taquara (RS) no dia 26 de julho de 1925, filho de Teó­filo Sauer e de Alvina Tomasina Sauer.

Formou-se contador pela Escola de Comércio Nossa Senhora do Rosário, em Porto Alegre, no ano de 1945. Bacharelou-se em ciências econômicas pela Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas do Rio Grande do Sul em 1949 e em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da Pontifícia Universidade Católica (PUC) do Rio Grande do Sul em 1951.

Vereador em sua cidade natal entre 1952 e 1955, foi também secretário e consultor jurídico da prefeitura de Rolante, em seu estado. No pleito de outubro de 1958 elegeu-se deputado à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumindo o mandato em fevereiro de 1959. Foi reeleito em outubro de 1962 ainda na legenda do PTB e, após o movimento político-militar de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n° 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao partido de oposição ao regime militar, o Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Nessa legenda foi mais uma vez eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul em novembro de 1966. Durante essa legislatura foi um dos 28 signatários da nova Constituição do estado, promulgada em 14 de maio de 1967. Nesse último ano licenciou-se em direito administrativo, legislação comparada e direito usual. Durante sua permanência na Assembleia Legislativa Gaúcha foi terceiro e quarto-secretário da mesa e presidente da Comissão de Desenvolvimento Econômico.

No pleito de novembro de 1970 elegeu-se deputado federal por seu estado, na legenda do MDB, assumindo o mandato em fevereiro de 1971, após deixar a Assembleia Legislativa. Nessa legislatura foi vice-presidente da Comissão de Finanças e suplente da Comissão de Economia da Câmara. Reeleito em novembro de 1974, sempre na legenda do MDB, tornou­se presidente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e corelator do Código de Propriedade Industrial.

No pleito de novembro de 1978, não conseguiu ser eleito, conquistando apenas uma suplência. Apesar disso, foi efetivado na Câmara na abertura da nova legislatura, em fevereiro de 1979, em substituição ao deputado Lauro Pereira Rodrigues, morto em um naufrágio no final do ano anterior.

Em julho de 1979, por ocasião das discussões sobre a reforma partidária, assinou juntamente com outros deputados gaúchos o manifesto do movimento estadual de organização do PTB, que propunha a formação de blocos parlamentares e a criação de núcleos em todas as cidades gaúchas, com vistas à recriação do partido.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a consequente reformulação partidária, filiou-se contudo ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que sucedeu ao MDB. Nessa legislatura permaneceu na presidência da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e integrou a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. No pleito de novembro de 1982, candidatou-se a mais um mandato federal, desta feita na legenda do PMDB. Mais uma vez conquistando apenas uma suplência, veio a ocupar uma cadeira na Câmara em setembro de 1985. Não tendo sido bem sucedido em sua tentativa de eleger-se deputado federal constituinte pelo PMDB gaúcho no pleito de outubro de 1986, exerceu o mandato até o final da legislatura, em janeiro de 1987, quando deixou a Câmara dos Deputados.

Assumiu em seguida a vice-presidência do Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio Grande do Sul (Bandesul). Após 1991, dirigiu por quatro anos a área de crédito imobiliário, matrimonial e de seguros do Banco Meridional. Em 1998, assumiu a presidência do conselho de administração da Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre S.A. (Trensurb), função que ocupava em maio de 2000.

Casou-se com Neusa Teresinha Brussius Sauer, com quem teve dois filhos.