SCANAGATTA, Jaci
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Jaci Miguel Scanagatta nasceu em Erechim (RS) em 27 de setembro de 1934, filho de Fiorelo Luciano Scanagatta e Mística Berta Scanagatta.
Cursou o segundo grau. Transferiu-se para Santa Catarina, onde dedicou-se à atividade madeireira. Em 1954 estabeleceu-se em Florianópolis. Cinco anos depois fixou-se em Cascavel (PR), à procura de novas fronteiras para exploração de madeiras. Em outubro de 1965 elegeu-se vice-prefeito de Cascavel na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instalado no país em abril de 1964.
Afastou-se da política entre 1970 e 1976, quando elegeu-se prefeito de Cascavel 1976. Com o fim do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979, ingressou no Partido Democrático Social (PDS). Ao final do mandato, afastou-se mais uma vez da carreira política. Voltou a candidatar-se em novembro de 1986 e elegeu-se deputado federal constituinte, agora na legenda do Partido da Frente Liberal (PFL).
Foi indicado membro titular da Subcomissão dos Negros, Populações Indígenas, Pessoas Deficientes e Minorias, da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão da União, Distrito Federal e Territórios, e da Comissão da Organização do Estado. Nas principais votações da Assembleia Nacional Constituinte votou contra o rompimento de relações diplomáticas com países onde vigora política de discriminação racial, a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a unicidade sindical, a soberania popular, o voto aos 16 anos, o limite de 12% ao ano para os juros reais, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária e a desapropriação da propriedade produtiva. Votou a favor da pena de morte, do presidencialismo, do mandato de cinco anos para o presidente José Sarney e da legalização do jogo do bicho.
Com a promulgação da nova Constituição, em 05 de outubro de 1988, voltou a participar dos trabalhos legislativos ordinários. Encerrou seu mandato na Câmara dos Deputados em janeiro de 1991. Não tentou a reeleição, mas continuou filiado ao PFL e atuando na política de Cascavel. Coordenou na região a campanha vitoriosa de Jaime Lerner ao governo do Paraná em outubro de 1994. Em maio de 1998 assumiu a presidência do PFL de Cascavel.
Nos anos seguintes afastou-se da militância partidária dedicando-se primordialmente às atividades empresariais na região de Cascavel administrando as propriedades do grupo Scanagatta. Foi também proprietário da emissora de rádio CBN inaugurada em Cascavel a partir de 2007 e da empreiteira Petrocon e da concessionária Camagril, loja de implementos agrícolas da Massey Ferguson localizada na mesma cidade.
Em agosto de 2007, depois de sete anos sem partido, Scanagatta filiou-se ao PDT, sendo mencionado em várias pesquisas de opinião como potencial candidato à prefeito da cidade no pleito de outubro de 2008. Chegou ser lançado pré-candidato à prefeitura da cidade por alguns correligionários, entretanto acabou sendo preterido em seu partido pelo candidato Edgard Bueno, que venceu as eleições com 50.915 votos (34,8% dos votos válidos).
Após o fracasso na tentativa de candidatar-se à prefeitura de Cascavel, retornou à administração de seu conglomerado empresarial e de suas propriedades agrícolas.
Casou-se com Irma Scanagatta, com quem teve quatro filhos.