SCARPA, Francisco
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Francisco Scarpa nasceu em Sorocaba (SP) no dia 6 de março de 1910, filho de Nicolau Scarpa e de Joaquina de Cunto Scarpa.
Fez seus estudos secundários no Colégio São Luís e no Ginásio São Bento, na capital do estado. De 1928 a 1929, realizou um curso técnico na Escola Superior de Tecelagem em Berlim e em 1938 diplomou-se técnico em cervejaria pela Escola Doemens de Munique.
Industrial, a partir de 1938 foi diretor da Sociedade Brasileira de Máquinas. Em 1943, assumiu a presidência da Companhia Cimento Brasileiro, do Rio Grande do Sul. Por essa época, era sócio da Companhia Imobiliária Morumbi, da Companhia Agrícola Contendasi, da Fiatex, da Exportal, da Companhia Interestadual de Seguros e da Companhia de Seguros Auxiliadora. Proprietário de prédios e de terrenos em São Paulo, iniciou, às suas expensas, a construção do aeroporto de Rio Claro (SP). Eleito prefeito deste município pelo Partido Social Democrátco (PSD), exerceu o mandato de 1962 a 1964. Durante sua gestão, obteve junto ao Plano de Ação do governo Carvalho Pinto (1959-1963) uma verba de cerca de 2,5 bilhões de cruzeiros para obras diversas em Rio Claro, tendo sido homenageado com o título de prefeito do ano. Nesse período, foi diretor-presidente do Banco República, da Empresa de Eletricidade Avaré, do Banco Continental São Paulo e da Rádio Cosmos.
Em outubro de 1962, foi eleito deputado federal por São Paulo, pela coligação do Partido Democrata Cristão (PDC) com o Partido Rural Trabalhista (PRT) e a União Democrática Nacional (UDN). Durante sua campanha, recebeu o apoio da Aliança Eleitoral pela Família (Alef), associação civil de âmbito nacional criada naquele ano com o objetivo de mobilizar o eleitorado católico em torno dos candidatos comprometidos com os princípios sociais da Igreja, entre os quais a defesa da propriedade privada e da família, o combate ao divórcio e o repúdio aos extremismos de esquerda e de direita.
Assumiu seu mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1963 e, após o movimento político civilmilitar de 31 de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n°. 2 em outubro de 1965 e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido que dava sustentação política ao regime militar. Deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1967, não se candidatando mais a nenhum cargo eletivo. Reassumiu, então, suas atividades empresariais. Diretor das Cervejarias Reunidas Skol Caracu, tornou-se em 1972 primeiro-vicepresidente dessa empresa. Nessa ocasião, dirigia a Cervejaria Skol Paranaense, a Sistemas - Engenharia e Consultoria de Sistemas, e a Companhia Eletrolux.
Em fevereiro de 2000, Francisco Scarpa ainda era diretor da Apracs – Representações, Participações, Empreendimentos, Indústria e Comércio Ltda.; da Indústria Açucareira São Francisco; e diretor-presidente da Franscar Participações e Comércio Ltda.
Ao longo de sua vida, foi ainda diretor da Cervejaria Rio Claro, da Companhia Cervejaria Caracu, da Companhia Cervejaria Santista, da Companhia Cervejaria Londrina e da Companhia Cervejaria Cairu, no Rio de Janeiro. Foi também diretor-presidente da Companhia Fiação de Tecidos Nossa Senhora do Carmo, da Sapé Agropecuária, da Companhia Americana de Produtos de Aço e diretor-vice-presidente da Companhia Brasileira de Medidores. Dirigiu a Tranqüilidade – Companhia Imobiliária, a Madeireira Icaraí, em Mato Grosso, a Cerâmica Rio Claro, a Disauto - Auto Diesel Rio Clarense, a Frampa - Comércio de Automóveis, a Ápia Distribuidora de Automóveis, a Curtume Rio Claro, a Brascred Brasileira de Crédito Financiamento e Investimento e a Santana Distribuidora de Automóveis.
Casou-se com Patsy McClelland Scarpa, com quem teve três filhos.