SILVA, Daniel (1)

Daniel da Silva Filho nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 16 de janeiro de 1939, filho de Daniel da Silva e de Georgina Antunes da Silva.

Completou os estudos secundários no Colégio Campo Grande, em sua cidade natal. Aos 16 anos ajudou a fundar o Colégio Batista de Campo Grande, ligado à igreja que freqüentava. Enquanto cursava geografia na Faculdade de Filosofia de Campo Grande, exerceu o magistério no Colégio Batista. Licenciou-se em geografia e estudos sociais em 1966. Pastor protestante, chegou a diretor do Colégio Batista, do qual se afastaria em 1970 para fundar sua própria instituição de ensino, o Colégio Lima e Silva.

Iniciou sua carreira política ligando-se ao grupo do então deputado federal Antônio de Pádua Chagas Freitas, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) – partido de oposição ao regime militar vigente no país desde abril de 1964 - após a cassação em setembro de 1969 do mandato de seu irmão, Míécimo da Silva, deputado emedebista na Guanabara. Com o apoio de Chagas Freitas, concorreu na legenda do MDB às eleições de novembro de 1970 e obteve a sexta suplência de deputado federal pelo estado da Guanabara, não chegando, nessa legislatura, a ocupar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Exerceu, no entanto, no governo de Chagas Freitas, eleito em outubro de 1970 pela Assembleia Legislativa governador do estado, as funções de assistente do coordenador das Administrações Locais, no palácio Guanabara. Atuou ainda como assessor da Assembleia estadual para assuntos legislativos.

Em 1974 elegeu-se deputado pelo novo estado do Rio de Janeiro, na legenda do MDB, ainda com o apoio de Chagas Freitas, assumindo seu mandato em fevereiro de 1975. Sua base eleitoral, nesse pleito, foi o bairro de Campo Grande, onde concentrou sua campanha em torno da luta pelo desenvolvimento da região oeste do estado, pela construção de um terminal marítimo em Sepetiba e de um hospital do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) na zona rural. Nessa legislatura foi membro da Comissão de Educação e Cultura e suplente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara Federal. Estendendo sua influência política para além de Campo Grande, principalmente até Resende (RJ), reelegeu-se em novembro de 1978, ainda na legenda do MDB. Voltou, nesse período legislativo, à Comissão de Educação e Cultura e à Comissão de Relações Exteriores.

Em novembro de 1979, com a extinção dos partidos políticos e a consequente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP), liderado por Chagas Freitas, entre outros. Em novembro de 1982, concorreu à reeleição, na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), após a fusão deste com o PP, obtendo apenas uma suplência. Em janeiro de 1983, ao terminar seu mandato, deixou a Câmara dos Deputados.

Voltando a trabalhar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, aposentou-se em 1991. No ano seguinte concluiu o curso de direito pela Universidade Estácio de Sá, passando a exercer a advocacia. Em 1995, passou a prestar assessoria, na Assembleia Legislativa, ao deputado Décio Peçanha, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Foi casado com Lindalci Almeida da Silva, com quem teve três filhos.