SILVA, Lins e
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Augusto Lins e Silva Neto nasceu em Recife no dia 12 de julho de 1942, filho de Augusto Lins e Silva Filho e de Maria Júlia Fortes Lins e Silva.
Formou-se em administração de empresas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, então estado da Guanabara, e fez um curso de produtividade industrial na Companhia Progresso do Estado da Guanabara (Copeg). Iniciou sua carreira política elegendo-se vereador em sua cidade natal. No exercício de seu mandato chegou a presidente da Comissão de Justiça e foi relator do Estatuto do Funcionalismo Municipal. Tornou-se, em seguida, vice-presidente e depois presidente da Câmara Municipal de Recife e, finalmente, prefeito da capital pernambucana.
Após o movimento político-militar de março de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2, de outubro de 1965, e a instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao governo. Na legenda dessa agremiação, de cujo diretório nacional era membro, elegeu-se deputado federal por Pernambuco em novembro de 1970. Assumindo sua cadeira na Câmara em fevereiro do ano seguinte, integrou a Comissão de Relações Exteriores, a Comissão de Incentivo à Ciência e Tecnologia, da qual foi presidente, e, como suplente, participou da Comissão de Orçamento. Ainda em 1971 representou como observador a Câmara dos Deputados no VIII Congresso Nacional de Bancos realizado em Brasília. No ano seguinte fez parte da comitiva brasileira presente à inauguração das agências do Banco do Brasil em Portugal e na França. Foi ainda, nesse período, representante da Câmara dos Deputados no Congresso Nacional de Turismo e Hotelaria, realizado no estado da Guanabara em 1973.
Em novembro de 1974 reelegeu-se deputado na mesma legenda, tendo sido, nessa legislatura, presidente da Comissão Oficial de Cancerologia, novamente membro da Comissão de Relações Exteriores e suplente da Comissão de Minas e Energia da Câmara. Foi um dos coordenadores da Frente Nacional pela Redemocratização, aliança entre setores da oposição, militares e arenistas dissidentes, que promoveu em 1978 a candidatura do general Euler Bentes Monteiro à sucessão do presidente da República Ernesto Geisel (1974-1979), em oposição ao candidato da Arena, general João Batista Figueiredo. Como dissidente arenista, declarou várias vezes em 1978 que apoiava a candidatura de José de Magalhães Pinto, também integrante da Frente, o qual, a seu ver, era o único que representava “os verdadeiros anseios e aspirações do povo brasileiro”.
Em setembro de 1978 votou a favor da emenda Acióli Filho, que propunha a extinção do senador eleito por via indireta, denominado pela imprensa “biônico”. Em outubro desse mesmo ano, ao conhecer o candidato da Arena, o general João Figueiredo mostrou-se satisfeito com “seu pensamento democrático” e declarou que não votaria mais no candidato da Frente Nacional pela Redemocratização. Em novembro voltou a concorrer à Câmara dos Deputados, ainda na legenda arenista, obtendo apenas a oitava suplência. Deixou a Câmara no final de seu mandato em janeiro de 1979, não voltando mais a concorrer a cargos eletivos.
Casou-se com Niara Jost Lins e Silva, com quem teve quatro filhos.