SILVEIRA, Alarico da

Alarico da Silveira nasceu em São Paulo no dia 11 de janeiro de 1875.

Iniciou suas atividades jornalísticas em 1895 como redator do periódico Guanumbi, em Casa Branca (SP), e formou-se em 1899 pela Faculdade de Direito de São Paulo.

Passou a advogar em Casa Branca, onde fundou o Grêmio Literário e Recreativo e colaborou nos jornais Oeste de São Paulo, Tribuna Livre e Vera Cruz, até ser nomeado promotor das comarcas de Caconde (SP) e Ituberava (SP). Em 1905, transferiu-se para a capital paulista, onde trabalhou no jornal São Paulo, escrevendo artigos sobre política internacional. Trabalhou também no Correio Paulistano, do qual foi secretário e redator-chefe de 1909 a 1910. Durante o governo do presidente Hermes da Fonseca (1910-1914), chefiou em 1914 o Gabinete de Censura à Imprensa, quando da suspensão das garantias constitucionais, em virtude da vigência do estado de sítio no país. Em 1920, assumiu a Secretaria do Interior de São Paulo, a convite do presidente estadual Washington Luís Pereira de Sousa, empossado nesse ano. Nessa época, integrou o movimento literário “Verde-Amarelo”, ao lado de Plínio Salgado, Menotti del Picchia e outros.

Em novembro de 1926, logo após a posse de Washington Luís na presidência da República, foi nomeado secretário da Presidência da República. Em setembro de 1927, tornou-se membro da delegação brasileira à VI Conferência Pan-Americana, realizada em Havana, Cuba, onde participou ativamente da discussão dos problemas relativos à cooperação intelectual no continente. Ainda em 1927, foi convidado pelo Ministério da Guerra para proferir conferências sobre direito internacional nas escolas de Estado-Maior e de Intendência do Exército, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Em outubro de 1929, foi nomeado ministro do Supremo - hoje Suprerior Tribunal Militar (STM) - mas pediu licença no mês seguinte para reassumir a secretaria da Presidência da República. Em janeiro de 1930, voltou ao STM, deixando o tribunal em 1934, ao ser posto em disponibilidade.

Foi também policial de carreira nos municípios paulistas de Iguape, Descalvado, Pindamonhangaba e São Carlos, diretor da Repartição de Salubridade Pública e da Repartição de Limpeza Pública de São Paulo e membro do Tribunal de Contas de São Paulo. Como jornalista, escreveu nas publicações Novíssima, onde divulgou suas ideias nacionalistas e americanísticas, e Vila Moderna.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 5 de março de 1943.

Foi casado com Dinorá Ribeiro Silveira, com quem teve uma filha, Diná Silveira de Queirós, escritora e membro da Academia Brasileira de Letras, casada em segundas núpcias com o diplomata Dario de Castro Alves, que chefiou a embaixada brasileira em Lisboa.

Publicou a Enciclopédia Brasileira (1º volume, 1958) e A convenção de Itu, deixando inédito o livro Estudos brasileiros e inacabado o Dicionário de idiotismos da língua portuguesa.